<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838</id><updated>2012-01-27T23:45:59.253-02:00</updated><category term='Apenas pretensão'/><category term='Carta Literária'/><category term='Sobre...'/><category term='Barbárie'/><category term='Poema in...'/><category term='Memória'/><category term='Deus salve...'/><category term='Nada a dizer'/><category term='Tira'/><category term='Densidade'/><category term='Poesias'/><category term='Noção?'/><category term='Vídeo'/><category term='Rimas ou não...'/><category term='Comemorações'/><category term='Litetatura'/><title type='text'>Physis</title><subtitle type='html'>Onde está a imaginação? Ando sobre trilhos invisíveis. Prisão, liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-o. Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome. — Sou pois um brinquedo a quem dão corda e que terminada esta não encontrará vida própria, mais profunda. Procurar tranquilamente admitir que talvez só a encontre se for buscá-la nas fontes pequenas. Ou senão morrerei de sede. C. Lispector</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>224</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3890315584834213053</id><published>2011-12-22T00:55:00.001-02:00</published><updated>2011-12-27T11:16:42.325-02:00</updated><title type='text'>O suicídio</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Temo por este texto que escrevo. Temo porque ele pode levar a uma profusão de julgamentos sobre mim e, talvez, julgamentos &lt;i&gt;íntimos&lt;/i&gt; de quem o ler. Primeiro, acredito que ele possa colocar os leitores a me posicionar entre os “perturbados” do mundo. Talvez, em uma linguagem foucaultiana, e lembrando a História da Loucura, me tomariam como um dos membros da &lt;i&gt;nau dos insensatos&lt;/i&gt;. A bem da verdade, que nunca existiu, estamos, todos, em um barco silencioso: há muito tapamos nossos ouvidos para que &lt;i&gt;canto&lt;/i&gt; algum nos &lt;i&gt;seduza&lt;/i&gt;. Em um segundo momento, e fazendo referência a este canto que seduz e, ainda mais, aos seduzidos por este canto, temo ser comparado, por expressar este meu pensamento, a uma pá de pessoas que tomaram este ato e as tradições filosóficas e literárias que expressam algo comum de minha atual reflexão, a saber: o suicídio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nos últimos dias, fomos levados a nos indagar sobre as figurações do íntimo (e aqui faço saber que esta palavra, íntimo, não fora citada aleatoriamente nas primeiras linhas dessa confissão). O que mais me choca, talvez, seja pensar no íntimo numa redução fenomenológica: ao mesmo tempo &lt;em&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;differénce&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;&lt;i&gt;differánce.&lt;/i&gt; Já não sei quando isso tudo nasceu. Sei, apenas, o que levou ou, minimamente, me levou a escrever isso, dessa forma.&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;Sinto que o suicídio, enquanto problemática, fora algo que estava em meu íntimo durante muito tempo. Durante a fala de Eneida M. de Souza, “O suicídio como plágio literário”, em uma mesa redonda intitulada “As textualidades da morte”, fui tomado pelas indagações daquilo que teria levado Stefan Zweig, autor tema tratado pela conferencista, a cometer suicídio. Numa sociedade tecnicamente controlada, certos discursos, como o do suicídio, são impedidos de serem pensados ou, no mínimo, são impedidos de chegar a materialidade do verbal: se for para tratar dessa intimidade que seja como reflexão íntima nunca externalizada. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;Não é de se espantar que o suicídio tenha um “florescimento” tão caro na França. Não seria de se espantar, também, que este florescimento, que agora cito, seja tomado como um obscuro flert com a morte. O que, por outro lado, faz surgir esta flor, talvez para alguns, mal cheirosa, seja uma perfeita adaptação ao sistema no qual a vida se desenrola menos que a extensão da morte. Talvez possa ser pensando, e disso entendido o silêncio sobre certos discursos, o suicídio não vai “apenas” contra as leis naturais e leis divinas. O suicídio vai contra a lei econômica que exigirá, diante de uma morte dentro destas condições abruptas e inesperadas, uma rápida substituição daquele membro. Um novo treino, uma nova pessoa para aceitar essa lógica que conduz uns poucos ao suicídio.&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;Continuo. Talvez seja por isso que na França, rebelada contra a pirâmide do pensamento e toda – ou quase toda – hierarquia humana, que a reflexão sobre o suicídio teve tantos adeptos e praticantes entre seus intelectuais. Pensar o suicídio, nesse caso, remete um distanciamento digno daquele exposto&lt;/span&gt;: é se aproximar e distanciar, ao mesmo tempo. Abordar, assim, &lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;&lt;i&gt;differénce&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;&lt;i&gt;differánce&lt;/i&gt; buscando compreender a problemática nas meninas dos mesmos olhos com olhares diferentes. É romper o quase adágio nietzscheniano de que olhar demais para o abismo te conduz para um caminho fatal.&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Se comecei esta indagação sobre égide do íntimo, devo tentar representar aquilo que meu pensamento conduziu acerca dessa problemática. Suicídio, plagiando Guimarães Rosa e elencando a problemática de Eneida, são muitos. Há, entre tantos, o suicídio propriamente dito; o romântico; humano; econômico; entre outros. Aquele a que me remeti com mais zelo, a saber, o acadêmico, tornou-se muito claro por toda a situação na qual posso estar emerso já há vários anos. Galgar posições neste meio, obter reconhecimento dos colegas, professores, das instituições legitimadoras do conhecimento e das inúmeras agências de financiamento &lt;b&gt;e de regulamentação&lt;/b&gt; do saber é, também, um suicídio, muitas vezes, moral e humano. Não é de se estranhar que, em momentos de profundo lazer, o descompasso acadêmico e intelectual dos meus dias fossem levados a sonoridade de músicas que, em seus títulos, já revelam os prognósticos de uma doença: Beast of bourden (The Rolling Stones), Confortably numb (Pink Floyd) e Under pressure (Queen).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Toda essa pressão e sutil encorajamento a concorrência acaba por matar o conhecimento por si: o conhecimento, nestas condições então apontadas, está imbricado numa “neutralidade” que só o faz ser instrumentalizado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ademais, desde o dia em que recebemos a aprovação de uma instituição superior de ensino, intercalamos noites de sono e de angústias: prova, aprovação, prova, nota, aprovação, novo semestre, desconhecido, regulamentação e adesão ao sistema, aprovação por entrar no sistema, graduação. O mesmo ciclo, como variáveis intercalações, repete-se nos demais níveis. Por fim, torna-se um doutor em métodos e sistemas de suicídios em série: um embotamento digno do autoreconhecimento de uma mônada. A dúvida é, diante da falta de uma alteridade em uma mônada, como ela se reconhecerá enquanto tal? A dúvida é, no meio acadêmico, como os profissionais do pensamento se reconhecerão suicidas já mortos? Ser aprovado em um mestrado, sentir conforto e desconforto em infindáveis ciclos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tudo isso anunciado me espanta quando, só agora, terminada a dissertação, corrigida a dissertação, em posse de um sentimento único de prazer que não sinto há anos, consigo dormir 4 horas e meia como se fossem dias. Terminado o sono, e pesadelos com colegas e professores, acordo, tomado pelo prazer, a questionar “e agora?”. Deste modo, passo a descobrir outro momento a ser colocado entre as demais intercalações do prazer sádico-masoquista: a defesa. O problema do suicida, agora vejo, é não ser sádico. Nem masoquista. É ser outro. É não aceitar nestas intercalações a pressão que hora remete ao sadismo, a não cumplicidade e prazer do masoquismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Depois da defesa, antevejo, dormirei o &lt;i&gt;sono dos justos&lt;/i&gt;. Depois da defesa e da primeira noite de sono, acordarei como o maior culpado, aquele para quem, e só para quem, o inferno fora construído. “E agora?”. Esta questão, imagino, deverá ser a primeira coisa a ser pensada. Claro, entre parabenizações e tapinhas nas costas, depois de uma possível aprovação numa defesa, esta questão já tomará a boca de terceiros de forma a dizer: “como, a partir deste momento, pensará em se legitimar caminhando entre o prazer destroçado entre o sadismo e masoquismo?”. Não compreendem, pois, que deveria haver prazer e, muito pelo contrário, qualquer intercalação dessas potencialidades, sadismo e masoquismo, não deveriam existir. Retornando, creio que este questionamento sobre os futuros passos deverá levar-me a pensar em um projeto de doutorado, um novo processo, novas intercalações dentro de um ciclo vicioso. Dito isso, depois de muitos anos, chegada à idade avançada, poderei, então, receber a chamada aposentadoria e descansarei em paz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talvez eu não tenha pensando, a aposentadoria poderá me tomar, também antevejo, numa forma sádica a dizer: não serve mais para a academia. Então, a partir disso, desse suicídio para aquele sistema no qual e para o qual me formei, esperarei por minha morte, talvez a antecipando, na espera, metafísica e quiçá utópica, de uma nova vida ou novo renascimento, reencarnação, etc. Na espera, a bem dessa problemática, de algo que seja prazeroso dentro do ciclo vicioso a que me expus durante toda uma vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talvez o suicida, como supus anteriormente, além de não ser nem sádico e masoquista, seja um ser digno de todos e mais fortes ansiolíticos. Desse modo, prevendo todas as etapas deste ciclo, correndo contra e a favor de um ceticismo, o suicida tenta burlar o sistema antecipando alguns passos na esperança, ou no extremo pessimismo, de que tudo seguirá da mesma forma ou se modificará radicalmente. Enfim, vejo que a prática condenável do suicídio é condenável, justamente, por supor um enlace intelectual que influi numa reflexão crítica contra esse sistema corrompido pelo prazer/sofrer. Como se tudo fosse, apenas, desse modo. Só então, olhando deste modo, compreendendo as variadas formas de silenciar os discursos e condenar seus adventos, bem como a condenação do pensamento autárquico, anarquista, livre ou como queiram chamar. Compreendo, também, o motivo do suicídio ser tão atacado. Só assim, de forma tão clara que nos cega, posso ver como o suicídio, durante todo o tempo, mais permitiu viver do que morrer: vive-se para um sistema e morre-se para o prazer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Esse suicídio, que se comete ao continuar vivo, será o mesmo que fechará as portas para algo que seja legítimo e não imbricado de condicionamentos: sejam os instintos, a construção do conhecimento não instrumentalizado, o sentimento não cobrado, as noites de sono não perdidas. Só agora, depois de dias de silêncio pensando o suicídio e o íntimo, posso silenciar meu silenciamento nesse modo, íntimo, é verdade, de refletir sobre essa lógica. Só assim, a partir de agora, reiterei meu desejo de suicidar para a morte em favor da vida. Agora, depois desta discussão que me tomava a tempos, dessa verbalização, talvez para alguns, sem sentido, sinto-me, prazerosamente, vazio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3890315584834213053?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3890315584834213053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3890315584834213053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3890315584834213053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3890315584834213053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/12/o-suicidio.html' title='O suicídio'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2461201454147733867</id><published>2011-11-16T11:10:00.001-02:00</published><updated>2011-11-16T11:12:38.064-02:00</updated><title type='text'>Diletante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempos de guerra, a TV costumava noticiar tudo com um grande rancor à vida, como se dissesse aos ainda vivos que não mereciam tal desventura. Não era diferente naquela manhã. Acordando do sono, qualquer um poderia ser levado a questionar a própria existência, ou porquê daquela existência: que se entrega à vida e às necessidades de prazer e não para o fatalismo daqueles que entregam suas vidas para o direito de um governante retirá-las. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela guerra, que acabava de nascer, não era algo fora de si. A guerra daquela manhã era própria, de si para o mundo, ou parte dele. Uma hora qualquer um (ou todos) pode se cansar da vida.  E foi isso que aconteceu, naquela manhã. Não era um cansaço que poderia lhe fazer ousar contra tudo a buscar tragicamente fazê-lo um mártir. De outro modo, só queria sair dos trilhos que aprisionavam o seus pés e vida, correndo diretamente ou indo para ser apanhado: hora ou outra, por um trem desgovernado e sem freio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivia suas desventuras por gosto. As trocas repentinas, o adiamento, a redução dos momentos em análises intermináveis, a prática de um racionalismo que buscava compreender tudo e o afastava, por oposição, de um efetivo e instintivo modo de compreender a doação das pessoas e ou mundo para a imperfeita e eterna-momentânea sensação de prazer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por tudo isso, aquela manhã tinha tanta representação. Era a sua guerra, contra si e contra um modo de conceber o resto. A sua estética corrompida já não lhe permitia sentir prazer por certas ações. Era preciso bailar entre todo o caos que estava no mundo, toda a desorganização e falta de racionalidade para perceber que existia, porém, algo diferente e possível de ser vivido. Mas sem melancolia. Era o diletantismo que era procurado e tudo se acabava e se renascia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Uma tristeza de crepúsculo, feita de cansaços e de renúncias falsas, um tédio de sentir qualquer coisa, uma dor como de um soluço parado ou de uma verdade obtida”&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;*&lt;/span&gt;, um paradoxo de falsas emoções e de falsos tesões. Mas tudo parecia ser tão real que acreditava ter mudado para dentro da TV, ou que a TV tivesse se soltado da moldura que prendia seu vidro. Disfarçava a indecisão ou incerteza de saber ou decidir o que ocorria naquele dia e como ocorria. Diletava em si, contra si... para e entre si. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;___________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;*Bernardo Soares in Livro do Desassossego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2461201454147733867?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2461201454147733867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2461201454147733867&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2461201454147733867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2461201454147733867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/11/diletante.html' title='Diletante'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-7010178438353369441</id><published>2011-11-06T10:44:00.000-02:00</published><updated>2011-11-09T00:07:47.580-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Quero comer você II*</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vindo do banheiro, se  depara com aquela visão que se enchia sobre a cama: entre lençóis, um corpo nu se doava. Era a primeira vez que via aquele corpo. Melhor, era a primeira vez que via aquele corpo daquele jeito. Exausto por causa de um orgasmo, o corpo estava adormecido. A face e os seios se apertavam e se escondiam, respectivamente, no travesseiro e colchão. Por isso, só as costas, sua bunda e as partes traseiras de suas pernas estavam expostas. Suas pernas, aliás, se perdiam entre os lençóis. Era impossível dizer, com exatidão, onde começavam as pernas e terminavam os lençóis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela imagem, que só era possível para quem retornava do banheiro, era a obtenção de um novo orgasmo. Não era íntimo, era a dois e, por isso, não menos “êxtimo” que o antigo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela imagem era única e era única por motivos diversos: a volúpia do corpo o fazia parecer com uma cadeia de montanhas onde cada pico poderia ser visto no contorno da pele e das costelas. Os cabelos, jogados ou caídos de qualquer forma, impulsionavam a visão de um movimento. Aquele corpo, com seus contornos e cabelos, ventava uma tempestade de desejo e de torpor.  Invadia a retina, derrubava a razão e só permitia o desejo. Assim foi, até o fim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em apenas um momento, num desses momentos em que a vida passa em frente dos olhos e que se cega e não se vê como as coisas acontecem. Com uma piscada, talvez, tudo se diluiu. E o que era sonho, desejo e corpos esticados e contorcidos sobre a cama, tornou-se memória do espetáculo de dois amantes. E o tempo parou num último sorriso de dúvida, num último grão de ampulheta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;____________________&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;*ou "Queria continuar comendo você"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-7010178438353369441?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/7010178438353369441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=7010178438353369441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7010178438353369441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7010178438353369441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/11/quero-comer-voce-ii-ou-queria-continuar.html' title='Quero comer você II*'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4526505124081267587</id><published>2011-10-29T16:08:00.000-02:00</published><updated>2011-10-30T13:37:05.385-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Amígdalas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto as canetas caíam pelo chão e rolavam para baixo da escrivaninha, a temperança esvaía-se em sua face devido o incômodo que lhe traziam suas amígdalas. Pareciam se dilatar, minuto a minuto. Sentia como se seu coração tivesse mudado de lugar. Agora, era na garganta que pulsava. Em alguns momentos, até sentia que para dentro de seu corpo havia se mudado um parque de diversões, e era em sua garganta que estava montada a roda gigante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pálida cor de sua pele era visível nos espelhos do banheiro. Eram muitos espelhos, um parecia fitar o outro. Era muita dor. Era muita palidez. A predileção que tinha pelo gelado, ao menos naquele dia, era sufocada pela cadeira da roda gigante. Aquela cadeira, a bem da verdade, tocava o céu de sua úvula. Aquele dia lhe ardia como uma febre bacteriana. Isso mesmo, devia ser isso: um desses, malditos, serezinhos que havia se mudado para aquele corpo. Não era um parque. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ausência de um histórico de doenças lhe impedia, pela oposição ao desconforto hipocondríaco, que tivesse ali, no armarinho do banheiro, algo que suavizasse aquela aventura em seu corpo. Era uma aventura: estava, ou estavam, aquele serzinho a destruir, de alguma forma, a mata que compunha a geografia anatômica da garganta.  Como em um campo aberto, desmatado e afetado pela erosão das nuvens escuras, sentia sua garganta deslocando, de tempo em tempo, de lado a outro, de cima para baixo e em seu inverso, para uma dimensão de agonias contínuas e intermináveis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em baixo da escrivaninha estavam as canetas. Sobre a escrivaninha os papéis e um livro que não se permitia nascer em meio ao desconforto. O livro não participava do existencialismo humano tão apregoado. Não aquele livro. Não por aquele desconforto. Aquele desconforto, aquela agonia, que não terminava em momento algum, em nada se fazia naquele existencialismo. Nem mesmo tinha um cachimbo, ou um par de óculos, ou olhos estranhos à normatividade do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grãos de areia, grãos grossos de areia, eram cuspidos, vez ou outra, pela força da tosse que impedia o sono. Isso, porém, não fazia com que, esvaindo a areia que parecia ter em sua garganta, chegasse a uma cura ou ao conforto estranho e distante daquele momento. Os olhos mantinham-se vermelhos juntos com a cútis em temperatura elevada, assinalando uma febre, uma guerra interna. Logicamente, aquilo que parecia, de início, ser um parte que diversões não deixava de ser uma guerra interna, uma cruzada, uma invasão, um atendado. De qualquer forma: só restava-lhe o desconforto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Banho, café, chá quente... nada resolvia o problema daquelas dores pungentes, das tensões localmente estabelecidas, do movimento histérico de um deserto em forma de tempestade de areia. Pulsava, repuxava, doía... Que fim trágico para um livro que não saltava para as pontas de seus dedos, no rascunho da caneta e nem na contorção do papel inserido na máquina de escrever. Restava  tossir, ranger, sobreviver ao compasso do que era permitido em posse daquelas amígdalas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4526505124081267587?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4526505124081267587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4526505124081267587&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4526505124081267587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4526505124081267587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/10/amigdalas.html' title='Amígdalas'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1303631963136166107</id><published>2011-10-23T01:55:00.000-02:00</published><updated>2011-11-20T21:49:32.583-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>"Pipocas, Fernando!"*</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando pelo pipoqueiro, deixou uma expressão saltar de seus lábios: - Pipocas, Fernando! Era fascinante saber, pela expressão e sua rasura, seu gosto pelo branco e salgado sabor daquele majestoso “floco de neve”. Com os olhos brilhando, esquecia, por vezes, que tinha uma dor intocável pelo mundo: o mundo lhe doía! O mundo lhe doía, pra ser sincero, porque o sentia como ninguém. Calada, clarificava sua visão pelos sentimentos que seu &lt;i&gt;coração selvagem&lt;/i&gt; lia e descrevia, como nenhum outro ser. Gozava de uma liberdade estranha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá iam suas lágrimas pelo mundo: Lenços, nuvens, fumaça... tanto papel, tanto papel, tanta escrita, vida e morte, tanto... “-Pipocas, Fernando!!”. Voltava a repetir com mais veemência. Era aquilo que queria. Eram as pipocas que, claramente, seduziam e, ao menos naquele momento, deixavam a certeza de algum desejo espalhado num parque, num parque desses, num parque qualquer que lhe fazia referência a algo que não era amargo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Não! Não era parque, era Copacabana, numa calçada por onde passava. Mas se os passos não paravam nessa calçada, se os carros seguiam e as bicicletas se moviam, pedaladas por pedaladas, não restava nada que não fossem aquelas palavras. Duas palavras, açoitadas pelo hiperbolismo da exclamação daquele desejo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo, não era mais aqui. Era outro lugar. Distante, até. O desejo ficava e remetia aquela infância, fugida e fugidia. Um continente, depois de um mar, das praias, marcava o afastamento daquele pipoqueiro da calçada com a língua que, calada, tomava as pontas dos dedos em busca de uma expressão. Se doía, mesmo. Sua dor era, por objeção a esse mundo administrado pela insensibilidade que apavora nos tempos de guerra, tão estética quanto humana. Fluía o tempo, espaço e caracteres, o branco da folha.  Só assim se aproximava do que lhe era externo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As cartas não lhe faziam mais referência, mas se referiam a um ser que se desprendia e, ao mesmo tempo, se dilatava em um corpo gigante no qual não cabia. Talvez, por isso, sentia. Era esse aperto que fazia daquele ser um desdobramento. Todo o resto, ou todos os outros seres, pela reserva na qual se compunham, pela segurança objetiva de um mundo – em si – nada objetivo, se tornava sombra. Ela, clara, acariciava cada instante. Um coração, selvagem, cheio de &lt;i&gt;paixão, segundo&lt;/i&gt;... Clarice. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;_________&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;Expressão de Clarice Lispector que Fernando Sabino relembrou em uma das cartas que enviou para a escritora durante o tempo em que ela residiu na Europa. As cartas trocadas pelos escritores, posteriormente, deram origem ao livro "Cartas perto do coração".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1303631963136166107?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1303631963136166107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1303631963136166107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1303631963136166107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1303631963136166107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/10/pipocas-fernando.html' title='&quot;Pipocas, Fernando!&quot;*'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1546797590842694168</id><published>2011-10-14T15:39:00.000-03:00</published><updated>2011-10-14T16:19:17.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>“quero comer você...”</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Importa, para uns, a moral inventada: não se fala de sexo. No máximo, falam de amor. Que seria o amor? Isso, não se sabe. Aliás, não se sabe do corpo, do desejo ensandecido de se apertar nas costelas de Eva de alguém, de acordar com a boca cheia de outro corpo:&amp;nbsp;De ter, de outra pessoa, os cabelos seguros pelas mãos, costas salpicadas por beijos e pontos negros e, também, mordidas. Seios duros e desnudos, lingerie despida pelo olhar. Rosto corado com a tímida e vermelha vergonha de quem sabe que o desejo é mais incontrolado que a timidez. Olhares. Marcas. Apertos, corpos se tocando. O pecado é consumado junto do esquecimento de sua confissão.  Sem mais ou menos, é ela quem diz “quero comer você...”. Não há papeis que devam ser seguidos. Ele se doa. Ela aceita. Não há por baixo, sempre. Não há por cima, sempre. Há dois corpos: quentes e úmidos e unidos pela torrente do desejo. Estabelecidos, esses dois corpos, numa lacuna espaço e tempo de delírios vãos... classificados pelas areias coloridas de uma ampulheta que representa – em cada grau, em cada contagem, em cada término, sucessivo, que espera ser revirada do avesso, a contra cabeça – um orgasmo diferente. Só restarão dois corpos, unidos por seios e costas. Um tocando, sucessivamente, o outro até um desmaio mútuo de prazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1546797590842694168?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1546797590842694168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1546797590842694168&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1546797590842694168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1546797590842694168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/10/quero-comer-voce.html' title='“quero comer você...”'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3013364574362396362</id><published>2011-10-02T01:52:00.000-03:00</published><updated>2011-10-02T19:39:56.759-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Te escrevi uma história sobre o medo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha que viver à beira da estrada. Só assim poderia respirar. À beira da estrada, o vento passa junto do som dos carros e caminhões indo para algum lugar que, por não ser esperado, programado, é, também, lugar nenhum. A fuligem invade a cena: entra pelas janelas da casa; no jardim, nos canteiros das flores, fazem morada nas folhas e pétalas das margaridas. Venta muito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O asfalto é mais vivo. Mais vivo que tudo. Ali é possível correr e fugir. Temer é mais fácil perto do nada. Toma-se a estrada e constrói-se a ponte para um lugar intocável, onde a brancura de alguém não pode tocar. Onde é possível acreditar que existe uma segurança mínima de certos cabelos soltos e de tatuagens espalhadas pelas costas, pernas, pulsos e não sei onde (ou onde não se mostra). Temer. Temer como teme uma criança quando espera pelo dia de aula e pelas confissões que dirão de seus pecados.  Rebelar contra tudo buscando por uma vargem onde a insegurança não é encontrada: onde saias laranjas não fazem par com gramados verdes; onde bruxas ainda são narigudas e feias e afugentam sapos. Mas isso, esse lugar, não existe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resta assumir a responsabilidade: a imperfeição sempre rondou. Não ser decepcionante... estar aqui, só para ela, ou para você. Para que ela, ou você, faça o que quiser, mesmo que queira, apenas, trazer mágoas e fazer sofrer. Depois de tudo, com mágoas ou sorrisos, ou com os dois, tudo volta ao lugar. A poeira vai se assentar atrás de uma ou outra pinta (nas costas ou na face, ou na nuca, ou nos braços, ou nas coxas). Assim será tudo, ou nada... o que não se sabe. Falta um tempo: um minuto, hora, dia... falta uma semana ou uma vida, talvez, para  saber sobre as impressões, secundárias, daquilo que, num primeiro momento, vá saber, começou a acontecer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3013364574362396362?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3013364574362396362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3013364574362396362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3013364574362396362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3013364574362396362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/10/te-escrevi-uma-historia-sobre-o-medo.html' title='Te escrevi uma história sobre o medo'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-573103072561695405</id><published>2011-09-30T23:30:00.000-03:00</published><updated>2011-10-01T02:53:28.680-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><title type='text'>Agora é outro tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma marca na testa, outra na membrana ciliar. Cabelos encaracolados e constantemente tocados por suas mãos. Mãos macias, para dizer a verdade. Pele sedosa que conduzia cada toque a condição de experiência única que eu vivi. Dançava ritmo próprio e imprevisível, voava como borboleta solta... carregar-lhe no colo era, assim como ter-lhe nos braços, entre afagos, como um sonho que exigia cuidados para não despertar. Dizer-lhe palavras doces, fazer elegias a tua beleza e vestido escuro, tua pá ré, florescia minha Veneza em outono, em inverno quase desconfortável. Matava-me os soluços com porções de saliva. Ah! Como são majestosas essas lembranças e como elas, as lembranças, confortam meu dia chuvoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-573103072561695405?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/573103072561695405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=573103072561695405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/573103072561695405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/573103072561695405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/10/uma-marca-na-testa-outra-na-membrana.html' title='Agora é outro tempo'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1414462721035463641</id><published>2011-09-29T03:06:00.000-03:00</published><updated>2011-10-01T03:07:45.406-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><title type='text'>Um corpo cai</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... Escada. Escada. Degrau. Passo. Passo. Escorregão, mero tropeço. Escada. Um batalhão de mosquitos perseguem sua última vítima. As escadas e seus degraus, num ápice retilíneo e estranho, constroem ecos oníricos. Toda a estranheza cabe na ponta da mão. Mão sexual onde os gozos cruzam como linhas cartográficas imaginárias e ciganas. Passos. Passos. Apressados passos. Corpo. Costas. Maus tratos aos olhos. Um corpo cai. Nem aqui, nem ali. Não hoje. Cai com suavidade de pena nos gostos, relíquias da língua.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1414462721035463641?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1414462721035463641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1414462721035463641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1414462721035463641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1414462721035463641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/09/um-corpo-cai.html' title='Um corpo cai'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-8356501799391479088</id><published>2011-08-25T02:15:00.001-03:00</published><updated>2011-08-26T14:38:06.811-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><title type='text'>Primeira viagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo caminho as árvores constituíam um tipo de arquitetura natural: algumas flores tornavam-se telhas. Em suas ranhuras corriam gotículas da chuva que a pouco caiu. Outras folhas, pela superfície lisa, refletiam e deixavam a luz entrar como se fossem claraboias. Outras folhas, ainda, as secas, lembravam restos de telhados de uma dessas casas abandonadas do leste europeu. Secas, porém cheias de charme. Alguns galhos, com crescimento particular, mostrando sua fúria e vontade de tocar o céu, tornavam-se o perfeito paralelo entre natureza esquecida e as colunas que sustentavam o antigo império romano. As copas lembravam o bojo de salões de festas e as flores, quando haviam, se assemelhavam à lustres franceses torneados por cristais. Vi tudo, e viajei várias vezes e por diferentes lugares: pelo vidro, pela janela, por uma única e primeira viagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;da série "um dia volto"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-8356501799391479088?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/8356501799391479088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=8356501799391479088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8356501799391479088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8356501799391479088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/08/primeira-viagem.html' title='Primeira viagem'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1367614123962088368</id><published>2011-08-21T02:11:00.004-03:00</published><updated>2011-08-21T12:32:11.023-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><title type='text'>Porquê preciso...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A viagem começa num dia quase qualquer: fala-se com alguém, ao telefone, por alguns minutos. Sorri. Pensa. Ensaia uma despedida. “Mas eu volto e logo lhe vejo”. Não é o melhor dia, está chovendo, está nublado. Mas o coração e o desejo longínquo apontam para o sol. Quantas vezes naquela estrada? Quantas vezes e em quais contextos, diferentes, naquela estrada? Verdadeira e se apropriando: não se passa na mesma estrada duas vezes. A chuva cessa. O céu azul vem e, junto, vem a lembrança de um sorriso. Não mais mágoa ou culpa. Não mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;um dia volto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1367614123962088368?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1367614123962088368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1367614123962088368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1367614123962088368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1367614123962088368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/08/porque-preciso.html' title='Porquê preciso...'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3209044464633608685</id><published>2011-08-15T11:52:00.000-03:00</published><updated>2011-08-15T11:53:02.131-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><title type='text'>Maduro para a solidão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Egoísmo. Não requer muito mais que isso, o romantismo que acende o fogo das “paixões”, que frequenta, entra pela porta da frente, às juras de amor, é aceso pelo egoísmo sentimental... o ranço é o mesmo. Sobra eu, falta eu... eu comigo. A dois, mais que tudo, é necessário a solidão. Apenas o só, que não teme a solidão, pode viver a dois. Não por medo de ser sozinho, mas por ser aquilo que acredita e por não temer viver sozinho. Isso é: estar maduro, maduro para a solidão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3209044464633608685?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3209044464633608685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3209044464633608685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3209044464633608685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3209044464633608685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/08/maduro-para-solidao.html' title='Maduro para a solidão'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3842905300766951718</id><published>2011-07-28T12:42:00.002-03:00</published><updated>2011-08-01T12:52:13.069-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><title type='text'>Coração Selvagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Analisar instante por instante, perceber o núcleo de cada coisa feita de tempo ou de espaço. Possuir cada momento, ligar a consciência a eles, como pequenos filamentos quase imperceptíveis mas fortes. É a vida? Mesmo assim ela me escaparia. Outro modo de captá-la seria viver. Mas o sonho é mais completo que a realidade, esta me afoga na inconsciência. O que importa afinal: viver ou saber que se está vivendo? – Palavras muito puras, gotas de cristal. Sinto a forma brilhante e úmida debatendo-se dentro de mim. Mas onde está o que quero dizer, onde está o que devo dizer? Inspirai-me, eu tenho quase tudo; eu tenho o contorno à espera da essência; é isso? – O que deve fazer alguém que não sabe o que fazer de si? Utilizar-se como corpo e alma em proveito do corpo e da alma? Ou transformar sua força em força alheia? Ou esperar que de si mesmo nasça, como uma consequência, a solução? Nada posso dizer ainda dentro da forma. Tudo o que possuo está muito dentro de mim. Um dia, depois de falar enfim, ainda terei do que viver? Ou tudo o que eu falasse estaria aquém e além da vida? – Tudo o que é forma de vida procuro afastar. Tento isolar-me para encontrar a vida em si mesma. No entanto apoiei-me demais no jogo que distrai e consola e quando dele me afasto, encontro-me bruscamente sem amparo. No momento em que fecho a porta atrás de mim, instantaneamente me desprendo das coisas. Tudo o que foi distancia-se de mim, mergulhando surdamente nas minhas águas longínquas. Ouço-a, a queda.&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;Clarice Lispector in Perto do Coração Selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3842905300766951718?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3842905300766951718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3842905300766951718&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3842905300766951718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3842905300766951718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/07/coracao-selvagem.html' title='Coração Selvagem'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4132465839395961092</id><published>2011-06-20T03:05:00.008-03:00</published><updated>2011-10-30T13:45:59.227-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Prólogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trago, entre os dentes, uma faca para cortar todo meu destino. Desta forma: todo e tudo, num universal universalizante. Não serei mais, nunca mais, menos que do que sou: um absoluto ínfimo, pequeno o bastante para caber dentro de uma caixa de fósforos. Acabo-me, como era de se esperar, entre o gramado mais verde do cemitério menos frequentado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando perco minhas vestes, e resta minha nudez, a rua torna-se o encarte dos meus vãos e últimos momentos: todos olham como nunca me olharam. E querem, como nunca quiseram. Mas despeço-me e sigo andando, nu e sozinho. A companhia é algo que  deve-se rejeitar quando não se sabe com quem se desejar estar.  Concorro ao vazio das reminiscências, quem mais o fará?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passo a passo, meu peito tenta confortar todo o resto: há aquilo que se quer; há aquilo que se deveria querer; há aquilo que tenho. Maltrato meu tempo, meu relógio de parede, meu estômago e seu suplício como partes de um ritual que concebo e sem o qual não vivo. Essas minhas horas, quem as tomará pra si como, da mesma forma, irá me tomar? Eu vou, com facilidade, para nunca mais voltar. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, por fim, tudo o que não se aparenta mais do que é será aquilo que escreverei. Não me restarão, sequer, vírgula ou ponto. Ou til, ou aspas. Não me restarão cedilhas ou tremas. Nem me faltarão. E não será um dia, nem noite, nem hora de dormir ou acordar. Me espanto: enrosco entre meus próprios braços. Espicho-me, levanto-me, espreguiço-me... e outro mundo vem a mim si entregar. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4132465839395961092?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4132465839395961092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4132465839395961092&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4132465839395961092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4132465839395961092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/06/prologo.html' title='Prólogo'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4703698305836986456</id><published>2011-06-13T02:43:00.006-03:00</published><updated>2011-10-30T13:47:13.457-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comemorações'/><title type='text'>Ficções do interlúdio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas canso-me, aos meus e aos teus olhos, como me canso nas horas em que subo e desço escada, em que vislumbro o dia como se fosse noite, a querer, sempre, ou quase sempre, ter uma nota maior e mais longa do que aquela a mim permitida num rodapé da história. Meu amor não vive, vegeta. Minha vida é o que me dura, que me dura mais que meus dias, pois a vida vai além do meu viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo que penso e falo vem antes. Não por um hermetismo que se antevê num mundo metafísico, mas porque aquilo que tenho que pensar e escrever já reside no mundo de forma que eu não pense mais do que este mundo me permite pensar. Todo o resto é mero batente de porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na gaveta das meias se enroscam fitinhas de Nosso Senhor do Bonfim, como nunca houveram. Em minha máquina de escrever, bem como em minhas canetas, falta-me a tinta para expressar aquilo que, no branco do papel, poderia ser literatura. Também no grafite, falta-me coragem para eu expor sobre a natureza humana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conduzo todas as rimas para o desfecho de um soneto nunca escrito, lido ou recitado. Essas rimas: não quero recitá-las, não quero dá-las. O que me ocupa neste momento, como em parte considerável destes dias, corre pelos traços inquietantes de uma silhueta, um cometa que queima em seu gelo, que não encosto e que não vejo mais perto que meus braços. Tudo o que não é compreendido se torna(rá) algo para apregoar  o “vilãnismo” altero. Mas cubro-me: com a glória que não tenho, com o mármore que não cuspo, com a memória que não me vem... e vou, longe longe, onde não me encontram remédio algum. Vezenquando “poeso”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4703698305836986456?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4703698305836986456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4703698305836986456&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4703698305836986456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4703698305836986456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/06/ficcoes-do-interludio.html' title='Ficções do interlúdio'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5009040138491533502</id><published>2011-05-22T20:05:00.003-03:00</published><updated>2011-08-27T17:12:40.701-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barbárie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><title type='text'>Problemas com a educação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho acompanhado a recente discussão acerca da falência educacional no Brasil, depois do sucesso do vídeo da professora Amanda Gurgel discursando em audiência pública no Rio Grande do Norte (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA"&gt;vídeo&lt;/a&gt;). Quando o vídeo atingiu uma audiência considerável, circulando nas diversas redes sociais, algumas pessoas, que não tinham ciência destes problemas, passaram a se atentar para a causa. A professora, inclusive, chegou a ir a TV, novamente, para expor mais desses problemas e dizer sobre a repercussão do vídeo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O início da discussão foi no lugar correto: numa câmara de deputados. É de grande importância passar a dividir a culpa da educação com esses políticos (afinal, um deputado “só” ganha 20 vezes o salário de um professor). Sim, está certo que existem muitos professores despreparados. Contudo, a culpa maior pela precariedade da educação vem do pouco caso dos políticos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiramente, os partidos políticos se enveredaram entre os sindicatos de professores e servidores da educação. O que isso significa? Isso significa que muitas das decisões tomadas pelos sindicatos têm como finalidade entrar em choque com os partidos que estiverem no governo. Então, em ano de eleição, temos um partido político de oposição que propõe um aumento salarial e outro partido político, da oposição, se defendendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso pode ser exemplificado aqui em Minas Gerais: Ano passado, por volta de abril, a oposição propôs um aumento salarial. O governo e sua base, como quase sempre, foram contra. Com isso, a base governista se queima com a população (pelo menos com a parte da população que reconhece a causa dos professores e servidores da educação). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é tudo. Isso é tudo? Não. Isso não é tudo. O que não dizem é que não poder fazer aumento salarial em um período anterior às eleições. É simples de ser entendido: o que a oposição quer é jogar a população contra o governo. Mas, da mesma forma que a situação, a oposição não quer pegar um governo comprometido com o aumento do salário (e sem dinheiro para propor emendas que contribuirão para a manutenção e aumento de seus currais eleitorais). Além disso, como está em minoria, a oposição sabe que vai perder. No final, o que querem é apenas causar mal estar. Não querem lutar pela justiça e pelos investimentos com a educação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Situação e oposição se dilaceram pelo poder, não nos iludamos. Vejam os &lt;i&gt;twitters&lt;/i&gt; de deputados, senadores e vereadores de oposição. Vejam o que falam, pelo que “brigam”... Sua ampla maioria fala da boca pra fora e não tem comprometimento algum com aqueles que os elegem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como disse antes, os sindicatos também tem sua culpa. O modelo dos sindicatos está falido, tal como a educação brasileira. Continuemos com o exemplo: se em MG tem-se o governo do PSDB, o PT buscará ter representantes entre os professores dos sindicatos. Dessa forma, as decisões que são tomadas em um sindicato (greves, paralisações, manifestações, etc .) são tomadas pelos partidos, e não pelos professores. Em suma, os professores acabam servindo de massa de manobra para que os partidos, na maior parte das vezes oposição, batam de frente com o governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que publico nesse momento, essas reflexões avulsas, é para que possamos ver que o problema da educação no Brasil está longe de ser resolvido. Primeiramente, porque é do interesse dos governos (municipais, estaduais e federal) o alto número de aprovações de alunos: números são estatísticas. Ter muitos alunos aprovados virá a significar a “eficiência” do país e de suas políticas públicas de educação e ensino no trato com os professores e alunos. Eis a adoração aos números. Além disso, esse “&lt;i&gt;boom&lt;/i&gt;” advindo do Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC) veio dizer que precisamos de engenheiros e administradores. Daí, o governo passa a investir nas ciências exatas. Propõem um programa de distribuição de 75 mil bolsas de estudo no exterior, dando prioridade para as ciências exatas (&lt;a href="http://www.iff.edu.br/news/bolsas-de-estudo-no-exterior-para-estudantes"&gt;informação complementar&lt;/a&gt;) e áreas estratégicas. Propõem cursos à distância, principalmente das Ciências Humanas. O gasto com professores e estrutura é menor. Quantos cursos de Engenharia Civil a distância existem? Se existirem, devem ser poucos (e eu não adoro os números para poder dizer, com exatidão, quantos são).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário dizer, oposição e situação lutam para chegar ao poder e não se preocupam com o país e com os eleitores. Do contrário, pergunto: por quê a situação (ao menos em MG) não propõe, agora, um aumento salarial decente (e não venham falar em esmola). O mesmo digo sobre a oposição, ou vocês acham que a oposição está mais preocupada com a população que a oposição? PT, PSDB, PMDB, DEM... não importa, em sua maioria, só desejam a obtenção do poder da máquina pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos dar seguimento a construção e administração (pseudo)técnica desse país: depois só teremos que “construir” seres humanos para que possam morar nele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5009040138491533502?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5009040138491533502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5009040138491533502&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5009040138491533502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5009040138491533502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/05/problemas-com-educacao.html' title='Problemas com a educação'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3270357188623278092</id><published>2011-04-24T10:43:00.000-03:00</published><updated>2011-04-24T15:16:48.285-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><title type='text'>Passagem das Horas (fragmento)</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Sentir tudo de todas as maneiras,&lt;br /&gt;Viver tudo de todos os lados,&lt;br /&gt;Ser a mesma coisa de todos os&lt;br /&gt;modos possíveis ao mesmo tempo,&lt;br /&gt;Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos&lt;br /&gt;Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Alvaro de Campos)&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3270357188623278092?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3270357188623278092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3270357188623278092&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3270357188623278092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3270357188623278092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/04/passagem-das-horas-fragmento.html' title='Passagem das Horas (fragmento)'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4403051535201314685</id><published>2011-04-12T15:19:00.002-03:00</published><updated>2011-04-13T21:51:41.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comemorações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><title type='text'>Hoje não é mais recente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me, entre tantas coisas que me vem à mente, de uma viagem que fiz: cada curva parecia me levar, fatalmente, para uma morte instantânea. Não uma morte dessas convencionais na qual se tem várias pessoas chorando em um velório. Morte, nesse caso, significa uma nova vida, um renascimento. Em suma, tornar-se outra pessoa ou a mesma pessoa com algumas modificações. Pois bem, morri numa curva, numa dessas tantas curvas, da BR – 040. Estava ouvindo Driver, dos Scorpions. Nem vi quando fui atingido. Morri como, acho, nunca tinha morrido. Tinha uns ciscos em meus olhos, uma trava, nem vi bem como  aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como li no Caio Fernando Abreu, “morrer não dói. Morrer é entrar noutra”. Assim, comecei um longo caminho de volta. Pra casa. Pra solidão. Pra companhia. Eu fui e voltei e nunca cheguei. Ainda estou indo e ainda estou voltando e ainda pretendendo chegar: um dia, certeza. Sempre foi isso, sempre se tratou de sair e voltar e chegar. Sempre se tratou de uma trava que me fazia tão pouco enxergar: não era fora, era dentro. Eu posso lembrar - claro, sem precisão cirúrgica – das várias coisas que eu pensava durante cada curva: não iria sobreviver depois daquilo. Depois daquilo, mais que sobreviver, eu iria viver. Não mais uma sobre ou sub vida. Era vida, pura e simples, que eu teria comigo. E eu a queria, eu tanto a busquei longe... mas era em mim que ela estava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela curva, naquela curva e naquele fatídico dia. Talvez uma segunda-feira, talvez num começo de mês, talvez... foi ali que fiquei, ou ficou, enquanto algo morto que sobrevivia, um eu cansado e angustiado. E não doeu, e  não chorei... as marcas ainda estão por lá, naquela curva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4403051535201314685?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4403051535201314685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4403051535201314685&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4403051535201314685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4403051535201314685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/04/hoje-nao-e-mais-recente.html' title='Hoje não é mais recente'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5692037068094989260</id><published>2011-03-13T02:20:00.006-03:00</published><updated>2011-03-20T23:34:42.916-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>A resposta é in</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não escolho as palavras que me tocam a boca. Chega a parecer o auge de uma fase romântica na qual se acredita que tudo o que sabemos, pensamos e como nos fazemos ser, refere-se a uma forma lógica de guiar o mundo, de um idealismo. É tão fácil buscar respostas em quem está em nossa volta quando a resposta, para essas e outras perguntas, é &lt;i&gt;in&lt;/i&gt;. É no vômito, quando colocamos nossas desilusões pra fora, que vemos alguma ponta de realidade na nossa vida. Quer dizer, não é o que está fora de nós que nos preocupa, mas aquilo que não enxergamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Pequeno Príncipe, encontro as palavras: “se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz”&lt;span class="Apple-style-span"&gt;*&lt;/span&gt;. Tanto chorei lendo esse livro. Assumo. Não devo ter sido o único, nem serei o último. Solucei. Solucei um tanto bom, pra ser sincero. Seria incerto ler um livro com tanta dor e não desejar chorar. Mas não é suficiente, nem nunca será enquanto o assunto for a vida. Honestamente, sofrer por alguém nunca foi a razão que solucionasse nenhum problema. Não descobri ninguém sendo feliz por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, vomito meus pensamentos sobre mim mesmo e sobre os outros e, ao mesmo tempo, pergunto o motivo que lhe faria, que faria os outros, ler isso e se preocupar com o que penso ou deixo de pensar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Você deixou de queimar fumo e foi procurar Deus. Que é isso? Tá substituindo a maconha por Jesusinho? Zézim, vou te falar um lugar-comum desprezível, agora, lá vai: você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é &lt;b&gt;in&lt;/b&gt;, não &lt;b&gt;of&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;f&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;. Você não vai encontrá-lo em Deus, nem na maconha, nem mudando para Nova York, nem&lt;/i&gt;.&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a verdade é essa, que não existe verdade fora da mentira. Da mentira transvestida de verdade. Que “te amam” é coisa que nunca saberá. Que "te querem" perto ou longe nunca terá certeza. Que aqui tenho um ombro seco e firme não saberá, a não ser que...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;Antoine de Saint-Exupéry&lt;i&gt; in&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;O Pequeno Príncipe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;** &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;Caio Fernando Abreu &lt;i&gt;in&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;Morangos Mofados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5692037068094989260?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5692037068094989260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5692037068094989260&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5692037068094989260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5692037068094989260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/03/resposta-e-in.html' title='A resposta é in'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-193631688670135486</id><published>2011-03-10T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-03-10T02:08:14.949-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><title type='text'>Palavras de liquidifcador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Cansei de amores, de palavras de liquidificador que quando o feijão, ou amor, está batido acabam silenciadas. Quero, agora, só um silêncio vespertino que venha me acusar de hipocrisia por não querer o que quero. Por não dizer o que penso desse tal sentimento. É, mesmo, um sentimento? Não? Talvez um suplício. Mas não o quero, mesmo querendo. Mas o quero, mesmo não querendo. É tanta confusão. Já não bastasse correr esse perigo, amar, ainda beiramos a insanidade de pensá-lo. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Nunca pulei amores. Encaro todos na marra e no peito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-193631688670135486?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/193631688670135486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=193631688670135486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/193631688670135486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/193631688670135486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/03/palavras-de-liquidifcador.html' title='Palavras de liquidifcador'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-9157378430930828804</id><published>2011-02-25T14:47:00.005-03:00</published><updated>2011-06-08T12:46:59.956-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema in...'/><title type='text'>Na terra do coração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nave, ninho, poço, mata, luz, abismo, plástico, metal, espinho, gota, pedra, lata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei o dia pensando — coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só som-cor, ação — repetido, invertido — ação, cor — sem sentido — couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava. Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E como quem gira um caleidoscópio, vi:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é o mendigo mais faminto da rua mais miserável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming 1, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 3?) em que um Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças nas janelas, rapazes pela praça, tules violeta sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um anjo de pedra com a asa quebrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: “I’m too purê for you or anyone”. Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A plateia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam por destruir tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos—ai de mim! ai, ai de mim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Vega. Levam junto quem me ama, me levam junto também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso. Acesa, aceso— vasto, vivo: meu coração teu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;O Estado de S. Paulo, 10/2/1988&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Caio Fernando Abreu in Pequenas Epifanias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Em memória de seu falecimento, dia 25 de fevereiro de 1996. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-9157378430930828804?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/9157378430930828804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=9157378430930828804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/9157378430930828804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/9157378430930828804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/02/na-terra-do-coracao.html' title='Na terra do coração'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-8146704208789613501</id><published>2011-02-21T15:50:00.001-03:00</published><updated>2011-02-25T14:35:47.140-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><title type='text'>Incertezas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O mundo é feito de incertezas”, repetem as bocas! O que fazer para não ser tão dependente de sentir o chão firme pra poder caminhar? De saber que onde  se está indo é onde se deve ir? Sabe-se pouco, ou quase nada... talvez seja melhor assim, talvez seja melhor todos, o seres animados, não ter certezas sobre onde vão e como vão e com quem vão... "Simples de coração", é  assim que se refere aquela melodia: “já perdemos tanto tempo brincando de perfeição...”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O medíocre é aquele que não se permite viver.  Porque viver lhe exige mais do que tem: é preciso ter incertezas e um barco para sair navegando por aí. Navegar é preciso, viver, nas cordiais certezas, não é preciso. Ir em direção à terra firme não é preciso, mas espatifar o barco nos rochedos é possível. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o mais absurdo de tudo, materializável no que parece um ser insano, às gargalhadas em uma pipa, se refere ao momento como algo único: ao se preocupar demais em desenhar os mapas, poderá nunca chegar a lugar algum. E se preocupar tanto com que vai colocar nos poemas, fará a folha rasgar-se por tua lucidez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O momento se foi, perdido por pensamentos alheios enquanto virava a esquina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-8146704208789613501?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/8146704208789613501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=8146704208789613501&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8146704208789613501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8146704208789613501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/02/incertezas.html' title='Incertezas'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2084983533477297647</id><published>2011-02-19T21:57:00.009-02:00</published><updated>2011-09-04T20:49:57.785-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barbárie'/><title type='text'>Visão do inferno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; font-size: medium; "&gt;O exagero ou, de certa forma, o humor são características destacáveis, deve-se entender. Com certa frequência, de frente para alguma coisa espantosa ou engraçada, vem a mania de dizer a expressão “isso é uma visão do inferno”. Hoje, a expressão, fruto de exageros e da comicidade do dia a dia, soou com diferença incontestável: hoje tive uma visão do inferno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O inferno realmente existe. Não é um lugar tocado por nossas referências metafísicas. Muito pelo contrário, o inferno é cheio de materialidade. Tão tocável quando uma pedra em uma atiradeira. O inferno está ao alcance de qualquer um que queira o ver e tenha olhos sensíveis para deixar sua agonia invadir nossos sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O inferno, esse que vi tão clara e distintamente, não é habitado por anjos decaídas e almas envoltas em maus sentimentos. Muito pelo contrário, o inferno é habitado por homens e mulheres de carne e osso, guiados pelo sentimento da vida, da vontade de viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se faço algumas voltas e não digo logo desse inferno o motivo é a vergonha que tenho.  Creio não ter sido o único a vê-lo. Quantos outros não viram a cara, todos os dias, para o inferno a nossa volta? Quantos Manuéis Bandeiras já não viram e descreveram os seres que habitam esse lugar inóspito como se fossem “bichos na imundice do pátio”? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi hoje, no auge da minha felicidade egoísta, um homem. Agarrado em um desses sacos próprios de carregar cebolas, procurava no lixo do mercado um pouco de comida que lhe desse sustento: “o inferno, meu deus, é o mundo que habitamos”. É constituído por nossos olhos serrados, pelo sentimento da comodidade, fechado para qualquer percepção que nos infira como seres narcisistas, olhando para seu próprio umbigo e querendo, única e exclusivamente, seu próprio bem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que vergonha tenho do inferno que ajudei a construir.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2084983533477297647?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2084983533477297647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2084983533477297647&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2084983533477297647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2084983533477297647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/02/visao-do-inferno.html' title='Visão do inferno'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-8633462006576911238</id><published>2011-01-20T16:22:00.005-02:00</published><updated>2011-01-26T02:08:14.263-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Apenas ir...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quis ser, quis existir. Não venho dizer que isso não aconteceu. Aconteceu sim, talvez secundariamente. Talvez em outra posição, longínqua até. Querer mais do que se pode ou do que se deve é coisa de estimado apreço na alma humana: a movimenta como se fosse uma roldana arcada no alto do céu tendo, como contra-peso, a terra e o resto do mundo pendendo pra baixo. Mas, ainda que minha alma participe desse movimento e se encontre, constantemente, suspensa por uma roldana arcada, meus desejos me fazem um ser dilacerado: puxado pela vontade de ser livre, junto as estrelas, e a vontade de sentir a prisão dos sentimentos, junto a relva molhada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Paixão nunca foi cura, tão pouco remédio. Um&lt;i&gt; fármakon &lt;/i&gt;ainda não estudado por ciência alguma e tão indagado pela medicina psicologista, empirista e, até, especulativa. De nada adianta: amor não se experimenta, nem se encontra em tubos de ensaio. Amor se ama. Assim, se deseja muito ser livre junto as estrelas carregando um amor preso nas raízes de um ipê amarelo. Correnteza de rio que vai se prendendo, pedra-por-pedra, musgo-por-musgo, até se salinizar.  E se mata, e se vive, e se sonha, também se acorda e morre, por amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, o amor... Como se numa tempestade de devastações inqualificáveis se procurasse, apenas, por um guarda chuva velho que pudesse esconder uma face molhada por um beijo, ou lágrima, ou pela saliva que se quis sentir em um lábio que nunca a tenha sentido. Uma morte tão esperançosa que só faz viver, plenamente, efusivamente, grandiosamente... Sentimento, tão imenso, tão templo, tão ancestral, que chega a criar nova religião em corpos aniquilados por desilusões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora não penso. Nem desejo, nem existo. Ou tudo isso junto faço, em seus contrários, em suas afirmações. Faço sim, como resposta ao que me toca e ao que busco tocar. E ser e existir, passam, tão secundariamente que são, a um grau ínfimo. Perfeitamente perdidos entre corpos e toques: uma busca sem fim que se refaz, olhar por olhar, nos lugares menos pensados. E se vive, busca, sente, ama, odeia, existe, morre... mais. E os graus e posições do que se quis, do que fez movimentar um corpo ou alma, tão pouco fará importância: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O importante é ir...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-8633462006576911238?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/8633462006576911238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=8633462006576911238&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8633462006576911238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8633462006576911238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/01/apenas-ir.html' title='Apenas ir...'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-420034537150538047</id><published>2011-01-18T02:36:00.000-02:00</published><updated>2011-01-18T15:28:00.972-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><title type='text'>Ironia do fim de novembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri uma nova forma de passar o tempo: fico pensando na vida enquanto descasco e chupo laranjas. Posso morrer por angústias, provenientes dos pensamentos que não posso controlar, mas não por falta de vitamina C.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-420034537150538047?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/420034537150538047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=420034537150538047&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/420034537150538047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/420034537150538047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/01/ironia-do-fim-de-novembro.html' title='Ironia do fim de novembro'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5106673664416731768</id><published>2011-01-14T13:31:00.001-02:00</published><updated>2011-01-14T15:18:07.925-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><title type='text'>Desinvenção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ouço áfono rumor: que há aí fora que meu sentimento não toca? Ouço Arnaldo Antunes, sem métrica, sem estilo, sem definições. Assim queria, ou não queria, ou algo que a gente nem quer nem deixa de querer. Que humor é esse que obriga a gente a sempre ser assim ou assado; sempre amar ou odiar; sempre querer ou rejeitar? Mundo dúbio e dual esse. Não me interessa, queria tanto a terceira opção... Queria tanto sorrir de um jeito que não fosse esse ou aquele. Pra que ser do mesmo jeito que já foram? Não há nada mais pra inventar? Então, que seja, vamos desinventar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5106673664416731768?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5106673664416731768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5106673664416731768&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5106673664416731768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5106673664416731768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/12/ouco-afono-rumor-que-ha-ai-fora-que-meu.html' title='Desinvenção'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-853736817458696638</id><published>2011-01-14T12:00:00.002-02:00</published><updated>2011-01-14T15:23:08.803-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><title type='text'>Por que sou um destino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"A noção de ‘Deus' foi inventada como antítese da vida - nela se resume, numa unidade aterradora, tudo o que é no­civo, venenoso, caluniador, todo o ódio da vida. A noção de ‘além', de ‘mundo verdadeiro' só foi inventada para depreciar o único mundo que há - a fim de não mais conservar para nossa realidade terrestre nenhum objetivo, nenhuma razão, nenhuma tarefa! A noção de ‘alma', de ‘espírito' e, no fim das contas, mesmo de ‘alma imortal', foi inventada para despre­zar o corpo, para torná-lo doente - ‘sagrado' -, para conferir a todas as coisas que merecem seriedade na vida - as questões de alimentação, de moradia, de regime intelectual, os cuida­dos aos doentes, a limpeza, o clima - a mais aterradora indife­rença! Em vez da saúde, ‘a salvação da alma' - isto é, uma loucura circular que vai das convulsões da penitência à histe­ria da redenção! A noção de ‘pecado' foi inventada, ao mesmo tempo, que o instrumento de tortura que a completa; a noção de 'livre-arbítrio', para confundir os instintos, para fazer da desconfiança com relação aos instintos uma segunda natureza."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NIETZSCHE&lt;/b&gt;, Friedrich. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; "&gt;Por que sou um destino, § 8 in &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; "&gt;&lt;i&gt;Ecce homo&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-853736817458696638?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/853736817458696638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=853736817458696638&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/853736817458696638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/853736817458696638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2001/01/por-que-sou-um-destino.html' title='Por que sou um destino'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2712708011467594204</id><published>2011-01-07T14:59:00.005-02:00</published><updated>2011-01-24T12:30:18.019-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rimas ou não...'/><title type='text'>Cinefobia</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Sob as lentes dos meus óculos&lt;br /&gt;distribuem-se óticas, imagens:&lt;br /&gt;pretas, brancas, coloridas,&lt;br /&gt;cor de nada, do invisível, do sem cor,&lt;br /&gt;difusas, confusas,&lt;br /&gt;invadindo as meninas dos olhos,&lt;br /&gt;iluminando tudo:&lt;br /&gt;cortinas, telhas e calhas,&lt;br /&gt;o gris do passeio avulso e semi-plano,&lt;br /&gt;a mesa marron em que a menina morena&lt;br /&gt;se debruça para encostar na paisagem,&lt;br /&gt;os pés, os passos, o espaço,&lt;br /&gt;camisas com slogans cinematográficos,&lt;br /&gt;ilumina o vento, o barulho, o estardalhaço.&lt;br /&gt;A lente ilumina&lt;br /&gt;mesmo os olhos fechados.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(janeiro de 2009)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2712708011467594204?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2712708011467594204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2712708011467594204&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2712708011467594204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2712708011467594204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2011/01/cinefobia.html' title='Cinefobia'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-268322605769264303</id><published>2010-12-30T16:12:00.003-02:00</published><updated>2011-01-14T15:18:25.827-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre qualquer ano novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Final de ano requer reflexão "astuta": o que não pensamos sobre esse espaço de tempo e  o que ele delimita (ano)? Costuma-se referir ao ano como uma quase constante ameaça de desprazer ou uma concretização de felicidades. Desculpas somam-se: - Isso aconteceu porque é o ano do tigre (horóscopo Chinês).  Ou, então, porque se é um rato (idem), ou, ainda, joga-se a culpa no fato de ser libriano ou de ter ascendente em virgem e a lua em libra... Qualquer coisa que sobressaia a existência humana e ao preço das escolhas, decisões, as desrazões do instinto. O que dirão os espíritas? - É uma questão de karma, tinha que acontecer!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A ocorrência de um ano difícil, talvez um dos piores anos já vividos, remete a necessidade de explicar, quase que cientificamente, senão metafisicamente, ou, de outra forma, misticamente, a concretização de um acontecimento, ou acontecimentos sucessivos, que, pelo conjunto da obra, faz(em) classificar o ano "assim ou assado" (entendam como um juízo negativo). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas é assim, sem ter explicação, com recordações boas e ruins, que um ano chega ao fim. E todos acabam fazendo planos mil para o ano que haverá de começar. E se programam. E querem mudar o corte de cabelo. E querem encontrar um novo amor. E querem deixar pra trás a vida pregressa e os planos que não deram certo desde o começo do ano. E querem esquecer. E querem lembrar... E outros querem, apenas, viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-268322605769264303?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/268322605769264303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=268322605769264303&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/268322605769264303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/268322605769264303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/12/sobre-qualquer-ano-novo.html' title='Sobre qualquer ano novo'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3718569890090032494</id><published>2010-12-20T08:28:00.004-02:00</published><updated>2010-12-20T13:42:54.822-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre uma lembrança</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre o tumulto e o pequeno espaço do papel, um pouco de pensamento nasce de um sorriso distante. Tão distante que sobrevive, apenas, na minha lembrança (recente, até). E me lembro, com suavidade, que dançávamos ao som de Chico Buarque como se fosse valsa feita pra gente. E nos olhávamos, e nos falávamos, e nos tocávamos, e nos abraçávamos... e nos beijávamos. E era tão bom que minha memória quer fazer presente e eterno esse passado sublime. E um sorriso salta em meus lábios como uma mistura de esperança e fascínio, e desejo, e manutenção, e busca do sempre mais e mais uma vez. Suspiro fundo segurando minha face. O mundo todo desaba, mas aquele beijo, aquele beijo me sustenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3718569890090032494?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3718569890090032494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3718569890090032494&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3718569890090032494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3718569890090032494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/12/sobre-uma-lembranca.html' title='Sobre uma lembrança'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-6796030149507402906</id><published>2010-12-14T23:14:00.003-02:00</published><updated>2010-12-20T21:58:04.657-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><title type='text'>Devolvam meu tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito tempo percorrendo linhas em busca de versos e esqueci, no percurso dessa "estrada", minha inocência numa mala: as revistas em quadrinhos não fazem mais sucesso; anúncios de lingerie não atraem como antes; o escuro não dá mais medo; saber que um colega usa drogas não causa mais espanto... me perdi pelo caminho.&lt;br /&gt;Não me olho mais no espelho procurando o primeiro fio da barba, nem procuro o ângulo do meu rosto que mais seduz. "Me tornei" um adulto idiota com um ou outro preconceito querendo voltar a  ser criança.&lt;br /&gt;Descobri-me possuidor de uma alma judia que permanece presa, se não sempre pensando, no passado. Meu percurso na estrada, pontilhada, virgulada, salpicada por pingos, é refeito todos os dias num exercício constante de rememoramento... tenho tanto pra falar e pra lembrar que minha caneta não acompanha meus pensamentos. Estou, verdadeiramente, enjaulado numa torrente de lembranças reanimadas que conduzem meu passado para meu presente, claro, sem minha inocência.&lt;br /&gt;Adoeci e não posso percorrer o caminho de volta.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;13--11-2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-6796030149507402906?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/6796030149507402906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=6796030149507402906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6796030149507402906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6796030149507402906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/12/devolvam-meu-tempo.html' title='Devolvam meu tempo'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5508060245061168456</id><published>2010-11-23T11:58:00.014-02:00</published><updated>2011-06-14T15:25:15.078-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><title type='text'>Comer, rezar e amar</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já fazia tempo que não ia ao cinema, é difícil eu ir ao cinema para assistir a qualquer filme ou, até mesmo, ir sozinho. Confesso, isso é muito estranho. Esse ano, por exemplo, já planejei ver alguns filmes e todos me deram dor de cabeça (sempre houve um motivo que me impediu de vê-los, infelizmente acontece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, enfim, resolvi ir assistir ao filme "Tropa de elite II" e, para minha surpresa, o filme já havia saído de cartaz. Mas, como eu queria ver algum filme e também já havia marcado o programa, resolvi procurar uma opção que "substituísse" o programa anterior: Em cartaz estavam "Harry Potter" e um tal "Comer, rezar e amar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li a sinopses e resolvi que iria ver esse segundo filme. A foto do cartaz era sugestiva, a sinopse romântica demais... vi, inclusive, o trailer (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cji7pUWhBi8"&gt;clique aqui e veja o trailer&lt;/a&gt;). Parecia um filme, até certo ponto, despretensioso: trazia Julia Robertz como protagonista e estrela do filme e o também famoso Javier Bardem (que faz o papel do brasileiro Felipe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, uma adaptação do livro homônimo da escritora e jornalista Liz Gilbert (vivida por Julia Robertz), conta a vida de Liz e conduz o espectador a viver parte dos dramas da protagonista. Esse livro, então adaptado, relata um ano da vida de Liz, quando ela resolveu sair viajando pela Itália, Índia e Bali a procura de certa cura espiritual. Isso credencia o filme a entrar no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;espaço biográfico&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me motivou a escrever sobre essa obra fílmica foi a história em si (já que o filme não é daquelas grandes produções).  Sentei lá, na última fileira, como é de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;praxi&lt;/span&gt;, e logo começou aquela junção de cenas que indicavam que Liz passava por um período turbulento, uma crise existencial. Inquietação, como todos que me conhecem sabem, eu tenho de sobra [risos], mas para mim o filme foi ainda mais fundo: ele conseguiu descrever parte dos meus sentimentos, minha forma de pensar e sentir... coisa que nem eu consigo fazer. Em suma, a obra tornou-se um espaço referencial para mim (autorreferencial se levar em conta minhas críticas a Liz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei boa parte do filme reclamando e xingando a protagonista, que até camisas xadrez usava (quem me conhece sabe que dificilmente saiu de casa sem uma camisa xadrez). Foi assim, como quem estivesse sendo representado no filme, que o assisti e prometi escrever isso aqui. Coloquei, também, uma questão: será que para eu me encontrar, tal como Liz o fez, será necessário viajar para todos esses lugares e viver toda aquela intensidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, foi um filme angustiante e cada personagem trazia um pouco de mim, dos sentimentos que sempre carrego comigo e que fazem ser quem sou. Penso que, por causa desses sentimentos e da mudança radical que a protagonista viveu, está na hora de deixar de ser quem sou. De colocar todo o caos pra fora. Afinal, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é preciso ter um caos dentro de si para dar origem a uma estrela cintilante&lt;/span&gt; (Nietzsche).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;Assista ao trailer b  do filme (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wNoQZ1-K2I0&amp;amp;feature=channel"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;) e leia a sinopse do filme (&lt;a href="http://www.interfilmes.com/filme_23025_comer.rezar.amar.html"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5508060245061168456?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5508060245061168456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5508060245061168456&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5508060245061168456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5508060245061168456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/11/comer-rezar-e-amar.html' title='Comer, rezar e amar'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-9195677037441346541</id><published>2010-11-22T15:51:00.002-02:00</published><updated>2010-11-22T16:10:37.253-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre meu eu dionisíaco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Afugento o pensamento que me afasta da doce incerteza da aventura. Vou, vou viajar para que desgraça alguma me tome sentado a beira da estrada: nuvens, dia, sol, arrebol. Quais as palavras definem o amanhecer? Quero mais, bem mais, que tomar venenos em cálices de ouro cravejados por diamantes. Esperança, desilusão, sagacidade? Ser definido por palavras abre um precedente nunca antes visto: é ser preso a amargas e vorazes consolidações. Não as quero. Não as preciso. Peço e quero mais. Onde o sol não bate e a noite sequer toca, buscarei a compreensão das meninas de meus olhos. Conduzindo ao caminho sem volta, ou sem rumo, ou sem estradas, ou sem meio fios, poderei ir bem longe tangendo as limitações e ousadias como um sátiro se poria a fazer. Pois vou, a doce ilusão me fecunda os sonhos e dá forma a loucura que tenho. Pois vou, que o dionisíaco fala alto e esfaqueia minha forma apolínea. Pois vou, não sei fazer diferente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-9195677037441346541?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/9195677037441346541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=9195677037441346541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/9195677037441346541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/9195677037441346541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/11/sobre-meu-eu-dionisiaco.html' title='Sobre meu eu dionisíaco'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-7272919726675011438</id><published>2010-11-21T02:12:00.004-02:00</published><updated>2010-11-22T13:07:38.383-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre a supersticiosa fatalidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What would you think if I sang out of tune?&lt;br /&gt;Would you stand up and walk out on me?&lt;br /&gt;Lend me your ears and I’ll sing you a song,&lt;br /&gt;and I’ll try not to sing out of key.&lt;br /&gt;Oh, I get by with a little help from my friends,&lt;br /&gt;I get high with a little help from my friends,&lt;br /&gt;gonna try with a little help from my friends.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ouvir tudo, até mesmo o silêncio que repousa em seus lábios. Ouço e, de tudo, participo. Não há, mais, letra alguma que escape da minha tentativa frustrada de fazer melodias ocas. Beatles, Queen, Scorpions? Estão todos presentes, agora. Tudo me fazendo recordar o que nunca houve: um Natal em família, um aniversário com aconchego, um réveillon inesquecível. Está tudo aqui. Aquilo que dizia de mim,  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;about me&lt;/span&gt;, minhas imagens e descrições.&lt;br /&gt;Essa liberdade me conduz até a prateleira, aos discos mais silenciados pelo laser leitor da torre negra automatizada. Não há espaço para superstições. Mas, agora, sou apenas eu a ouvir tudo isso, a romper com rituais antigos. Com uma luta interna para não cantar ou assoviar aquela melodia. O mundo é muito sério e não nos permite o erro, a ninguém. Ou, como sempre retorno a Nietzsche: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a vida humana é sinistra e sempre desprovida de sentido;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;basta um palhaço para lhe ser fatal&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Não cabe senões...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-7272919726675011438?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/7272919726675011438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=7272919726675011438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7272919726675011438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7272919726675011438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/11/sobre-supersticiosa-fatalidade.html' title='Sobre a supersticiosa fatalidade'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1105551282959722935</id><published>2010-11-16T20:17:00.010-02:00</published><updated>2010-11-19T10:29:40.313-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre a Fórmula</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Você disse que viria aqui e leria isso quando tivesse tempo. Por isso, resolvi lhe escrever. Escrever aqui algo pra ti. Fiquei pensando em como aprender que loucuras em momentos incertos trazem frutos. Não sei, não esbarro com professoras assim, que possam me ensinar, não até agora. Queria aprender uma fórmula que fizessem olhares se cruzar e, desses olhares, fazer brotar beijos, abraços e sorrisos... Qualquer coisa que me faça saber que aventuras possam ser mais, bem mais, proveitosas e permanentes. Laboratórios fedem, é verdade. Descarto logo a possibilidade daquela fórmula que eu buscava. Talvez, e apenas talvez, seja melhor uma música.&lt;br /&gt;- Sim! Uma música, deve ser isso.&lt;br /&gt;- Uma música, uma cerveja...&lt;br /&gt;- Não, cerveja não. Cortemos a cerveja dessa fórmula.&lt;br /&gt;- Voltando a prancheta das formulações (longe dos fedidos laboratórios) a gente prepara uma boa música num ambiente agradável e coloca umas estrelas.&lt;br /&gt;- Umas não, apenas uma. Então a gente coloca uma música num ambiente agradável e uma estrela, apenas uma estrela.&lt;br /&gt;- Qual música?&lt;br /&gt;- Ah, tenho a certa: um apanhado de Stones. Mistura um pouco aqui, outro pouco acolá... e vamos ver no que vai dar. Toca Angie, também Miss you e Sympathy For The Devil. Vai ser bom, a gente aprende algumas coisas. A gente sorri um pouco... faz qualquer curso que misture a capacidade de ser açougueiro, com os cálculos pouco prováveis de um engenheiro, recolhe os restos como um lixeiro... e a gente acaba descobrindo a fórmula da felicidade. Tudo isso só será possível, e só, com uma professora a altura. Ok. Eu encontrei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1105551282959722935?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1105551282959722935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1105551282959722935&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1105551282959722935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1105551282959722935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/11/sobre-formula.html' title='Sobre a Fórmula'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5133885226884826369</id><published>2010-11-12T16:24:00.007-02:00</published><updated>2010-12-29T16:58:43.285-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre a verdade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Um dia você acorda como se fosse vomitar o mundo ou uma quantidade grande de vazio aprisionado no ventre ou no fígado ou, ainda, no estômago. Mas esse vômito, contrário a qualquer resto orgânico não digerido, tonar-se, e é na verdade, um sentimento de renascimento: é como se olhando o seu aniquilamento interno e externo seja reconduzido à uma origem criadora e "transpiradora" de sentimentos livres das relações. Significa, assim, que teu corpo e razão, aniquilados, forçam o nascimento de um outro corpo e pensamento. Mas o que é isso se não for um deixar de figurar a vidar para tomar as rédeas daquilo que vai além de qualquer limite?&lt;br /&gt;Sim, o limite é isso que é construído! Uma verdade tola que é imposta em algum momento. Que soa como um conhecimento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apriori&lt;/span&gt; ou transcendente que afirma e dá bases para a existência dessa verdade tão abstrata e cheia de mofos. "Verdadeiramente", a verdade, tão velha e caduca, fede o bolor da mentira; mentira fantasiada de verdade. Só assim, levantando a cabeça para além de seus olhos cansados da mesmice, é possível vislumbrar e se por para correr até o além-limite, lá onde o para-além-do-homem reside e se manifesta. Essa é a verdade que deve seguir: a verdade não existe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5133885226884826369?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5133885226884826369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5133885226884826369&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5133885226884826369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5133885226884826369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/11/sobre-verdade.html' title='Sobre a verdade'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2614111214656432066</id><published>2010-10-23T02:02:00.009-02:00</published><updated>2010-10-23T02:59:24.468-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><title type='text'>Um silêncio chamado Lula</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo o risco de me tornar um Judas moderno - não aquele que traiu, mas o que é constantemente queimado nas praças públicas - me rendi ao juízo que estava imerso em meus pensamentos. Antes de qualquer coisa, credito em meu texto (problematização) um tom democrático apartidário. Nada tenho a dizer nessas linhas a favor de um ou contra outro partido, tenho a dizer do processo democrático ou pseudodemocrático do qual fazemos parte. Muito menos centro meu juízo a pessoa a quem se refere meu texto, mas centro na relação que criamos junto dessa pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser partícipe de um sistema pseudodemocrático é, antes de tudo, trocar a condição de sujeitos na política para  a de objetos. Centrar a democracia em torno de uma pessoa é matar seu aspecto mais claro, e mesmo clichê, de fazer o governo construído pelo e para povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia, principalmente nos países que sofreram com as ditaduras, tornou-se uma "invenção" confusa de ser posta em funcionamento: se faz mais na figura de pessoas do que, propriamente, idealismos (ainda que fracassados); mais em interesses próprios e de lobistas do que do povo (aquele que , a partir do processo democrático, constrói o governo); mais da estranheza de ver o governo mudar de quatro em quatro anos que de outra estranheza (ainda maior) que funcionava na "eterna" permanência de militares no poder. Talvez por isso, vejo com olhos desconfiados aqueles que tanto criticaram a permanência ilegítima dos militares utilizando do mecanismo político pra proporem as suas permanências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio chamado Lula consiste, devemos entender, num policiamento e silenciamento em torno de uma figura popular no Brasil. Encaixamos-nos, é preciso reconhecer, numa daquelas máximas dignas de qualquer Galvão Bueno: somos órfãos de heróis! A ascensão de um sindicalista ao cargo mais importante do país coroa o sonho de toda e qualquer minoria. Muito antes mesmo de qualquer Barack Obama se habilitar, o sindicalismo no Brasil reverberou: sim, nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente do que ocorrem nas tragédias gregas, para nós, brasileiros órfãos, nossos heróis deveriam ser eternizados longe de qualquer tragédia: Senna, Che Guevara (que não é brasileiro, mas nos remete a certa identificação), Chico Mendes... e outros não tão heróis mas que nos apegamos. A figura dos heróis é conturbada, nela colocamos todas as nossas esperanças, nos identificamos, nos projetamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O herói brasileiro, tão humano quanto o herói e os deuses gregos, são recheados de sentimentos ambíguos e deformadores (de caráter, havemos de completar). Remetem à lembranças recentes, como a figura de Ronaldo Nazário. Se me permitem colocá-lo, ainda que momentaneamente, na categoria de herói, a figura de Ronaldo torna-se um exemplo suficiente para relatar as faces de uma identidade (pós) moderna: Ronaldo "são" muitos ao mesmo tempo. Ronaldo "poderão ser" ainda muitos outros ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É diante da emblemática figura de pessoas como Ronaldo que temo a "heroissização" que fazemos com a pessoa de Lula. Esse silêncio, talvez gritante, chamado Lula vem nos bater na cara - e espero que em tempo - para que não façamos deste presidente um mártir sem causa. Tomá-lo como uma verdade absoluta é tão catastrófico quanto a união da esquerda marxista comedora de criancinhas com a Igreja Apostólica Romana. Nos  leva, 30 anos depois da redemocratização, à uma pequenez sem igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula é um (bom/ótimo) presidente, não é um (onisciente, onipotente e onipresente) Deus. Não devemos nos fazer pequenos diante de sua figura, pois, do contrário, poderíamos deixar de fazer nossos juízos temendo, mesmo os esquerdistas mais convictos da inexistência de Deus, cometer um pecado!  Seria tal qual deixar de criticar padres, pastores e religiões temendo ferir o próprio Ser Absoluto (nossa democracia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio chamado Lula é o que nos impede, por exemplo, de exercer nosso direito e dever de elaborar juízos às falhas democráticas.  Tempos depois de passarem a figurar as mídias fazendo campanha política, é o silêncio chamado Lula que  impedem artistas, líderes religiosos e intelectuais de regressar a a mídia para fazer juízo e autojuízo de suas imagens no processo democrático: os Chicos Buaques e Marilenas Chauís -tão presentes e "legitimadores" da importância de certos candidatos nesse processo democrático-, ao passo que pedem voto antes das eleições, se silenciam em face de escândalos mensaleiros e de tráficos de influências na pós-eleição. Mas, em nome de nosso quase herói Lula, se silenciam! Justo quando deveriam vir a público e mostrar o qual possível é fazer uma apreciação minuciosa daquilo que ocorre no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornou-se de péssimo tom, uma indelicadeza sem igual, fazer juízos negativos do governo de Lula. Constrói-se, em nome disso, um verdadeiro policiamento: Criticar o governo do presidente Lula seria, tal qual, acender a primeira tocha para a sua própria queima. Seria, praticamente, atacar os descamisados e despossuídos. Seria, a bem da verdade, um cretino que não se solidariza com a pobreza alheia. Na realidade, penso, não seria nada disso. Seria, na verdade, inviabilizar a maturação da recente democracia de nosso órfão país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obs.: Escrevo por entender que temos a necessidade de problematizar a política brasileira. Volto a dizer, não se trata de uma crítica partidária. Aos direitistas e esquerdistas. Tomar-me como tal (partidário) só me motivaria a escrever algo como "Uma falácia chamada FHC".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2614111214656432066?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2614111214656432066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2614111214656432066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2614111214656432066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2614111214656432066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/10/um-silencio-chamado-lula.html' title='Um silêncio chamado Lula'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5028907493436491976</id><published>2010-09-19T20:16:00.000-03:00</published><updated>2010-09-21T21:01:12.825-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>O Auto-retrato</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;No retrato que me faço&lt;br /&gt;- traço a traço -&lt;br /&gt;às vezes me pinto nuvem,&lt;br /&gt;às vezes me pinto árvore...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;às vezes me pinto coisas&lt;br /&gt;de que nem há mais lembrança...&lt;br /&gt;ou coisas que não existem&lt;br /&gt;mas que um dia existirão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, desta lida, em que busco&lt;br /&gt;- pouco a pouco -&lt;br /&gt;minha eterna semelhança,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no final, que restará?&lt;br /&gt;Um desenho de criança...&lt;br /&gt;Terminado por um louco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mário Quintana&lt;/span&gt; in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apontamentos de História Sobrenatural&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5028907493436491976?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5028907493436491976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5028907493436491976&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5028907493436491976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5028907493436491976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/01/o-auto-retrato.html' title='O Auto-retrato'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5754236268431516323</id><published>2010-09-17T09:46:00.001-03:00</published><updated>2010-09-17T09:46:51.808-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rimas ou não...'/><title type='text'>Voltei até quando?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Voltei a cantar, com sustenidos e bemóis desenhados na tua voz"... Sossegue, não vou cantar, não "faz parte do meu show". Sumiço até que é bom, retornar a inspirar-expirar-espirrar. Embora musical, gosto mesmo é de fazer estragos em versos. Eu quero pulular meus versos ao infinito, mas só consigo até o outro lado da janela de minha casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5754236268431516323?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5754236268431516323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5754236268431516323&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5754236268431516323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5754236268431516323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/09/voltei-ate-quando.html' title='Voltei até quando?'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4551946398040970743</id><published>2010-08-29T23:52:00.004-03:00</published><updated>2010-08-30T00:02:01.516-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre o poema não escrito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tenho aqui um poema. Nunca foi lido, nunca foi escrito. Brotou como brotam os cogumelos, do chão e do nada. Brotou de um vazio tão grande que surgiu como rio que corta dois lados de  um mapa esquecido sobre a mesa. Tenho, aqui, os versos que, muitas vezes ignorados, faz elegias aos sentimentos que o mundo não vê, que o discurso não ouve  e nem ressoa. Mas minha boca, inquieta e sedenta, talvez faça mais que dar voz as palavras desse poema: minha boca constrói e desconstrói toda a opacidade que os versos pedem. O que agora escrevo nada mais é que o fruto de um pensamento: acordado, vejo que a luz do sol é mais bela à noite, justo quando poderia iluminar a rima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4551946398040970743?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4551946398040970743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4551946398040970743&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4551946398040970743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4551946398040970743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/08/sobre-o-poema-nao-escrito.html' title='Sobre o poema não escrito'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-7571750792585301955</id><published>2010-08-26T23:40:00.002-03:00</published><updated>2010-08-30T00:00:15.711-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre a saudade...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre a saudade. "Eu era um sujeito perseguido pela saudade. Sempre fora, e não sabia como me desligar e viver tranquilamente. Ainda não aprendi. E desconfio que não aprenderei nunca. Pelo menos já sei algo valioso: é impossível me desligar da memória. É impossível se desligar daquilo que se amou. Tudo isso estará sempre junto conosco. Sempre teremos tanto o desejo de refazer o bom da vida como o de esquecer e destruir a lembrança do mau. Apagar as maldades que cometemos, desfazer a recordação das pessoas que nos prejudicaram, remover as tristezas e as épocas de infelicidade. É totalmente humano, então, ser um nostálgico, e a única solução é aprender a conviver com a saudade. Talvez para a nossa sorte, a saudade possa transformar-se, de algo depressivo e triste, numa pequena chispa que nos dispare para o novo, para entregar-nos a outro amor, a outra cidade, a outro tempo, que talvez seja melhor ou pior não importa, mas que será diferente..." (Trilogia Suja em Havana - Pedro Juan Gutierrez)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-7571750792585301955?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/7571750792585301955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=7571750792585301955&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7571750792585301955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7571750792585301955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/08/sobre-saudade.html' title='Sobre a saudade...'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-776365821325267406</id><published>2010-08-26T13:09:00.000-03:00</published><updated>2010-08-29T01:07:10.483-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; text-decoration: underline;"&gt;Nos poços&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro  você cai num poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No  começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do  poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do  poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos  poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo  mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E  não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do  poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio Fernando Abreu&lt;/span&gt; in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Ovo Apunhalado&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-776365821325267406?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/776365821325267406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=776365821325267406&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/776365821325267406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/776365821325267406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/08/nos-pocos-primeiro-voce-cai-num-poco.html' title=''/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-6691188470803488467</id><published>2010-07-24T01:12:00.005-03:00</published><updated>2010-08-29T23:49:27.054-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Menu du jour: biscoito madeleine*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É engraçado a experiência que temos de certas coisas. O tempo, por exemplo, é algo que me toma o pensamento muitas vezes, como esses tipos de lembranças da infância que faz que pensar que a criança é o ser mais esperto, corajoso e medroso do mundo. Sim, tudo junto para não deixar espaço para possíveis dúvidas. Certas experiências ficam como perdidas, e nem tem como tentar buscá-las, é só de repente que elas nos tomam, da mesma forma como muitos dizem que ninguém escreve, mas que a escrita é que nos toma.&lt;br /&gt;Você já se viu mergulhado em alguma lembrança que vem do nada? Toma lugar e pronto! Não importa onde você está: na aula de metafísica, na reunião com empresários, em conversa formal ou informal... uma lembrança que seja te tira o foco, e, tome risadas. Sim, risadas... assim do nada? Sim, assim do nada. Imagine se eu iria perder a chance de lembrar da minha infância! seria terrível se eu rejeitasse as lembranças que me batem a porta, esquecer das minhas certezas infantis? Nunca.&lt;br /&gt;Certa vez, quando tinha cerca de seis anos, tomava o ônibus junto de minha mãe. Tinha a camisa marcada por uns respingos de sangue, o que me fazia ainda mais corajoso do que sempre me meti a ser, como se dissesse: “Olhem, eu o bravo... enfrentei aquilo que vocês todos temem” [pelo menos sempre temi]. Acabara de sair do dentista, só ele sabe o quanto eu gritei por minha mãe, eu os detestava (ainda os detesto, pra falar a verdade)! Todos. Sem direito a exceções... Mas saí com a cabeça erguida, como se não tivesse gritado uma vez sequer por minha mãe.&lt;br /&gt;É claro que os medos da infância são os mais cômicos e ao mesmo tempo terríveis. Ah, seu eu não me lembraria do medo que eu tinha da minha primeira comunhão! Quantas vezes eu não quis desistir de ser católico só por causa da tal da confissão. Para mim eu estava era perdido, uma pobre criança condenada ao tenebroso inferno, na companhia de não menos terrível pessoa:o diabo! O diabo foi outro que não me deixava dormir. Coisa de criança.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que eu ouvia com curiosidade uma tia-avó dizendo dos “Segredos de Fátima”, ouvia, por consequência, com medo. Eu queria nunca saber o que a Senhora de Fátima disse a Lucinha (Lúcia me entenderá e perdoará por chamá-la assim). Minha tia costumava dizer que o terceiro segredo de Fátima era sobre o fim do mundo. O medo era bobo, mas eu o tinha. Ora, que o mundo terminasse bem longe de mim, e se fosse perto, que fosse ao menos tão rápido que eu nem percebesse. A gente cresce, junto da mania de gente grande vem a mania de ser “esperto”, a gente cria maldade, nada serve. Eu que tinha tanta vontade de ir à uma "boate", hoje nem me importo, e chego a ter ânsia de morte quando fico em casa de bobeira e ligo o rádio... valei-me santa Derci Gonçalves (eu sei que a senhora me entenderia, e depois que fiquei sabendo que prometeu fazer alguns milagres, eu rogo mesmo). É muito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tuts-tuts&lt;/span&gt;. Coisa sem imaginação... como uma criança cheia de imaginação podia querer ir em um lugar tão maldoso e sem graça? [minuto]  Vou anotar para não esquecer de responder quando eu voltar a nascer, vai que os kardecistas tem razão...&lt;br /&gt;[pronto]&lt;br /&gt;O melhor era ser nacionalista, e eu era! Não perdia um desfile cívico. Tudo bem que aquilo mais parecia tortura física para conosco, pobres criancinhas, indefesas, sem poder contra a querida “tiazinha-professora”. Costumavam dar até pão com salame, salame mesmo, não havia frescura para mortadela, e a gente nem se importava. Valei-nos suco de pozinho, do contrário nos entalávamos. Isso nos fazia ainda mais nacionalistas.&lt;br /&gt;O melhor são as lembranças da minha primeira namoradinha. Sim, aquelas que se pegava na mão, só isso e já achávamos muito bom... Ah! [tempo para o suspiro... indeterminado...]. Minha namoradinha era uma graça, sempre andávamos no “carrinho de batida” juntos ou, então, íamos no pula-pula quando havia destas festas grandes, coisas que no interior quase não acontecia. Saudade daquele tempo. Hoje estou barbudo pensando no que teria vindo primeiro, o ovo ou a galinha [com coisa que irei descobrir], mas, por favor, não me revelem isso, seria pior que o terceiro segredo de Fátima. A minha namoradinha está casada e com dois filhos. Ironia? Não, realidade eloquente demais. Se eu pudesse voltava no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;Título que tem como referência o cheiro do biscoito Madeleine, escrito na obra romanesca "&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Em busca do tempo perdido" (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;À la recherche du temps perdu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;) de Marcel Proust.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-6691188470803488467?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/6691188470803488467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=6691188470803488467&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6691188470803488467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6691188470803488467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/07/menu-du-jour-biscoito-madeleine.html' title='Menu du jour: biscoito madeleine*'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5113936733810233645</id><published>2010-07-10T13:55:00.000-03:00</published><updated>2010-07-10T22:51:27.868-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema in...'/><title type='text'>Rosa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto_livro"&gt;O senhor saiba: eu                                  toda a minha vida pensei por mim, forro,  sou nascido                                  diferente. Eu sou é eu mesmo. Divêrjo de                                   todo o mundo... Eu quase que nada não  sei.                                  Mas desconfio de muita coisa. O senhor  concedendo,                                  eu digo: para pensar longe, sou cão  mestre                                  — o senhor solte em minha frente uma ideia                                  ligeira, e eu rastreio essa por fundo de  todos                                  os matos, amém! Olhe: o que devia de  haver,                                  era de se reunirem-se os sábios,  políticos,                                  constituições gradas, fecharem o                                  definitivo a noção — proclamar por                                  uma vez, artes assembleias, que não                                  tem diabo nenhum, não existe, não                                  pode. Valor de lei! Só assim, davam tranquilidade                                  boa à gente. Por que o Governo não                                  cuida?!/ Ah, eu sei que não é possível.                                  Não me assente o senhor por beócio.                                  Uma coisa é pôr ideias arranjadas,                                  outra é lidar com país de pessoas,                                  de carne e sangue, de mil-e-tantas  misérias...                                  Tanta gente — dá susto se saber — e  nenhum                                  se sossega: todos nascendo, crescendo,  se casando,                                  querendo colocação de emprego, comida,                                  saúde, riqueza, ser importante, querendo                                   chuva e negócios bons... De sorte que  carece                                  de se escolher: ou a gente se tece de  viver no                                  safado comum, ou cuida só de religião                                  só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;Guimarães Rosa in Grande Sertão: Veredas&lt;br /&gt;&lt;span class="texto_livro"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto_livro"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="texto_livro"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5113936733810233645?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5113936733810233645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5113936733810233645&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5113936733810233645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5113936733810233645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/07/rosa.html' title='Rosa'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3262209338103858666</id><published>2010-06-27T10:37:00.000-03:00</published><updated>2010-06-28T21:37:24.118-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>[Eu não me lembro de ontem]</title><content type='html'>[Eu não me lembro de ontem]&lt;br /&gt;Márcio Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu não me lembro de ontem&lt;br /&gt;hoje choveu&lt;br /&gt;não me confirmaram amor nenhum&lt;br /&gt;algumas dúvidas do início de janeiro&lt;br /&gt;e sentindo por dentro no meio da noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que troféu me serve a lua?&lt;br /&gt;que visões embarco cego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é o mar&lt;br /&gt;o horizonte batendo surdo nas frestas das ventanas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;: o mar é o símbolo da terra&lt;br /&gt;: o mar é o símbolo da terra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o que eu vivi nas ruas do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;é passado&lt;br /&gt;e o passado não é mais meu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fasten your seet belts&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chove dentro do taxi das 20:32 hrs&lt;br /&gt;e o passado não é mais meu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;latitudes e longitudes e cartas marcadas&lt;br /&gt;e o passado não é mais meu&lt;br /&gt;e tudo isso sem luzes próprias de leitura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas talvez a vida seja isso&lt;br /&gt;quebra pedras com amigos&lt;br /&gt;equilibrando-se na linha do tempo&lt;br /&gt;e outras passagens&lt;br /&gt;e não me leve a mal na pretensão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas já que não temos culpa de nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com licença&lt;br /&gt;vamos iluminar o mundo&lt;br /&gt;vamos iluminar o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois do contrário&lt;br /&gt;estamos todos apenas&lt;br /&gt;very much desolé na área de fundeio número 6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na captura das intenções&lt;br /&gt;qualquer língua vale&lt;br /&gt;no teste cíclico&lt;br /&gt;desse ça veut dire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e permanente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;permanente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;permanente é o último minuto conivente&lt;br /&gt;a última facada de tempo que protege&lt;br /&gt;o rastro de som que nos expira&lt;br /&gt;a passagem secreta do vagão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o mar é o símbolo da terra&lt;br /&gt;o mar é o símbolo da terra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3262209338103858666?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3262209338103858666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3262209338103858666&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3262209338103858666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3262209338103858666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/06/eu-nao-me-lembro-de-ontem.html' title='[Eu não me lembro de ontem]'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-6987124883334285207</id><published>2010-06-22T19:31:00.000-03:00</published><updated>2010-06-22T22:35:08.939-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rimas ou não...'/><title type='text'>Caixa de fósforos</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caixa de fósforos,&lt;br /&gt;Palito por palito,&lt;br /&gt;Vê seu fim chegar.&lt;br /&gt;No que lhe resta,&lt;br /&gt;Seus encaixes "gavetais" -&lt;br /&gt;Abre um lado fecha outro,&lt;br /&gt;Um mundo inteiro se constrói&lt;br /&gt;Como casinhas de bonecas,&lt;br /&gt;Carretas e vagões de trem...&lt;br /&gt;Resta saber, apenas e nada mais,&lt;br /&gt;Quem vai pagar a conta da fumaça&lt;br /&gt;Nas janelas das casas,&lt;br /&gt;nas estradas e trilhos...&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-6987124883334285207?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/6987124883334285207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=6987124883334285207&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6987124883334285207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6987124883334285207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/06/caixa-de-fosforos.html' title='Caixa de fósforos'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-7654481776898255937</id><published>2010-06-19T00:57:00.001-03:00</published><updated>2010-06-22T22:41:25.831-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><title type='text'>Ulterior</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faz diferença, não mais. Quando os dias eram coloridos, por algum motivo externo, era bom observar outros motivos circundantes. Chega um ponto que nada mais faz sentido ou, pelo menos, o que antes era motivo se torna apenas um passo para a risonha esperança de um dia ser mais complexo o processo de escolha: quem estará ao seu lado? E ao pronome "seu", elejo ou, melhor dizendo, peço o auxílio de um dêitico, um que ainda seja inventado e que misture toda a ironia com os pronomiais que Oswald deixou de fora ao querer sair fumando. Todo o veneno é, por certa felicidade, cura. Todo caos é certeza indubitável de que estrelas cintilantes estão a caminho.&lt;br /&gt;No caminho para casa, as curvas da estrada jogam na cara que tudo nunca foi perfeito e nem será, pra ninguém! Respiro fundo, vai e vem... fecho os olhos, vem a mente aquele quadrado com um coração... com tintas difusas e confusas, mas o que será? Apenas uma tatuagem? Não. Não apenas. Vai ver é bem mais e sempre mais, vai ver é o que sempre foi. Que seja a gosto, que seja agosto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-7654481776898255937?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/7654481776898255937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=7654481776898255937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7654481776898255937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7654481776898255937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/06/ulterior.html' title='Ulterior'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-369759810456811790</id><published>2010-05-27T12:25:00.001-03:00</published><updated>2010-05-27T12:27:42.315-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rimas ou não...'/><title type='text'>Curto</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;Tua boca aberta...&lt;br /&gt;Tão convidativa!&lt;br /&gt;Tenho sede, onde mais ei de matar&lt;br /&gt;se não na tua saliva?&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-369759810456811790?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/369759810456811790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=369759810456811790&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/369759810456811790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/369759810456811790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/05/curto.html' title='Curto'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2808042864077531963</id><published>2010-05-20T00:34:00.001-03:00</published><updated>2010-05-24T15:28:17.219-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>sobre o até...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei como deveriam ser as despedidas, não ao certo, mas penso que as despedidas de filmes sejam um pouco mais tolerantes que outras... Nas rodoviárias, estações e aeroportos as despedidas são aceitáveis. Alguém entra no ônibus, avião ou trem e, com os olhos marejados de lágrimas, se despede de outra pessoa na plataforma. Não há, nessa despedida, o que fazer. O que fazer? Parar o trem ou avião? Não chegaremos a esses extremos Holliwoodianos, mas é menos covarde. Despedir-se de quem se ama, cara a cara, pegar a estrada sem nada que te impeça voltar e tomar a pessoa a amada nos braços é das coisas mais cruéis... Por que ter que se despedir? O "adeus" não foi inventado em meu mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2808042864077531963?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2808042864077531963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2808042864077531963&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2808042864077531963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2808042864077531963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/05/sobre-o-ate.html' title='sobre o até...'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4238857522179104522</id><published>2010-05-15T14:29:00.002-03:00</published><updated>2010-05-15T14:39:30.639-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><title type='text'>Um pouco de Clarice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"– Analisar instante por instante, perceber o núcleo de cada coisa feita de tempo ou de espaço. Possuir cada momento, ligar a consciência a eles, como pequenos filamentos quase imperceptíveis mas fortes. É a vida? Mesmo assim ela me escaparia. Outro modo de captá-la seria viver. Mas o sonho é mais completo que a realidade, esta me afoga na inconsciência. O que importa afinal: viver ou saber que se está vivendo? – Palavras muito puras, gotas de cristal. Sinto a forma brilhante e úmida debatendo-se dentro de mim. Mas onde está o que quero dizer, onde está o que devo dizer? Inspirai-me, eu tenho quase tudo; eu tenho o contorno à espera da essência; é isso? – O que deve fazer alguém que não sabe o que fazer de si? Utilizar-se como corpo e alma em proveito do corpo e da alma? Ou transformar sua força em força alheia? Ou esperar que de si mesma nasça, como uma consequência, a solução? Nada posso dizer ainda dentro da forma. Tudo o que possuo está muito dentro de mim. Um dia, depois de falar enfim, ainda terei do que viver? Ou tudo o que eu falasse estaria aquém e além da vida? – Tudo o que é forma de vida procuro afastar. Tento isolar-me para encontrar a vida em si mesma. No entanto apoiei-me demais no jogo que distrai e consola e quando dele me afasto, encontro-me bruscamente sem amparo. No momento em que fecho a porta atrás de mim, instantaneamente me desprendo das coisas. Tudo o que foi distancia-se de mim, mergulhando surdamente nas minhas águas longínquas. Ouço-a, a queda."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clarice Lispector &lt;/span&gt;in o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perto do Coração Selvagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4238857522179104522?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4238857522179104522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4238857522179104522&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4238857522179104522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4238857522179104522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/05/um-pouco-de-clarice.html' title='Um pouco de Clarice'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4677280876798288659</id><published>2010-04-21T23:12:00.003-03:00</published><updated>2011-10-30T13:44:59.582-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barbárie'/><title type='text'>As pessoas são descartáveis?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;Sim, não ou talvez? Quem sabe ainda em partes, ou às vezes? Essa é ou não uma boa pergunta? Imagine uma redação de vestibular: Você começa a ler a proposta da redação, no início tem todo aquele montante de linhas escritas para distrair, logo abaixo aparece a tensão: "Após ler atentamente o texto acima, escreva uma dissertação com aproximadamente 20 linhas sobre o tema 'as pessoas são, ou não, descartáveis?'". Alguém vai precisar dizer que isso é tenso?&lt;br /&gt;Há muitas coisas erigidas sobre a contemporaneidade: "vivemos na era em que a doença maior é a depressão", "estamos na era de Aquários", "não estamos na era de Aquários"... e assim vai. Será que alguém pensa nas condições nas quais surgem emergidas as relações humanas (e não apenas humanas)? Pais e filhos, patrões e empregados, namorada e namorado, homens e mulheres e homens e mulheres (junto assim), líderes religiosos e seus "rebanhos", políticos e seus "contratantes"? Qual é o motivo que faz com que as pessoas se relacionem?&lt;br /&gt;As pessoas, ao que parece, desde novelas passando por músicas e talk shows se tornaram objetos. Se relacionam e se trocam, como se fossem seres sem sentimento. Talvez, algumas delas, até sejam. Grande é a estupidez de achar que a universalidade conjuga o verbo "ser" nessa enunciação. Nem sempre estamos entre iguais (nos direitos), isto deveria ficar claro. Enquanto vemos em pessoas seres humanos, alguns veem em nós objetos de troca. Talvez, para alguns, o normal seja sair com alguém, passar a mão em seus seios e bunda como se estivesse pegando em uma maçaneta. Mas, será que alguém pensa que as pessoas e suas relações não funcionam assim?&lt;br /&gt;Parte da dura realidade deve ser se ver como um não objeto ou como alguém que não toma seres como objeto. Isso deve ser estranho na contemporaneidade: o patrão se acostumar a ter seus empregados como peças, escravos; os empregados se acostumar com as chicotadas do ponteiro dos relógios e da produtividade; namorados se acostumaram a dizer "eu te amo" dentro da possibilidade do vazio que se tornou essa expressão e apenas buscar o prazer próprio... Quem, afinal, vai gritar: não sou objeto? Que seja num murmuro baixo, mas não somos objetos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4677280876798288659?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4677280876798288659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4677280876798288659&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4677280876798288659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4677280876798288659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/04/as-pessoas-sao-descartaveis.html' title='As pessoas são descartáveis?'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3677880399283311118</id><published>2010-04-20T10:35:00.000-03:00</published><updated>2010-04-20T11:36:41.582-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Versos revoltosos</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Versos Íntimos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vês! Ninguém assistiu ao formidável&lt;br /&gt;Enterro de tua última quimera.&lt;br /&gt;Somente a Ingratidão - esta pantera -&lt;br /&gt;Foi tua companheira inseparável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostuma-te à lama que te espera!&lt;br /&gt;O Homem, que, nesta terra miserável,&lt;br /&gt;Mora, entre feras, sente inevitável&lt;br /&gt;Necessidade de também ser fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma um fósforo. Acende teu cigarro!&lt;br /&gt;O beijo, amigo, é a véspera do escarro,&lt;br /&gt;A mão que afaga é a mesma que apedreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a alguém causa inda pena a tua chaga,&lt;br /&gt;Apedreja essa mão vil que te afaga,&lt;br /&gt;Escarra nessa boca que te beija!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Augusto dos Anjos&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3677880399283311118?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3677880399283311118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3677880399283311118&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3677880399283311118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3677880399283311118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/04/versos-revoltosos.html' title='Versos revoltosos'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-779950280885064926</id><published>2010-04-12T14:16:00.002-03:00</published><updated>2010-04-13T00:47:19.421-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>A uma passante</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;A rua ensurdecedora ao redor de mim agoniza.&lt;br /&gt;Longa, delgada, em grande luto, dor majestosa,&lt;br /&gt;Uma mulher passa, de uma mão faustosa,&lt;br /&gt;Soerguendo-se, balançando o festão e a bainha;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ágil e nobre, com sua perna de estátua.&lt;br /&gt;Eu, embevecido, inquieto como um extravagante,&lt;br /&gt;Em seus olhos, o céu lívido onde se oculta o furacão,&lt;br /&gt;A doçura que fascina e o prazer que destrói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um clarão... depois a noite! - Beleza fugidia&lt;br /&gt;Cujo olhar me faz subitamente renascer,&lt;br /&gt;Não te verei senão na eternidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alhures; bem longe daqui! Muito tarde! Jamais talvez!&lt;br /&gt;Pois ignoro onde tu foste, tu não sabes onde vou,&lt;br /&gt;Ah se eu a amasse, ah se eu a conhecesse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Charles Baudelaire &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Obras Completas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-779950280885064926?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/779950280885064926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=779950280885064926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/779950280885064926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/779950280885064926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/04/uma-passante.html' title='A uma passante'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5609170325503208432</id><published>2010-03-27T11:36:00.004-03:00</published><updated>2010-03-27T11:41:56.825-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Clarice entenderia..</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande pretensão, mas sim. Ela entenderia... não seria a única a fazê-lo, mas faria. Grande profusão de pensamentos, sons, palavras balbuciadas, gritos de humanoides ecoam pela janela do apartamento, do mundo para fora entrando nos vidros abertos dos carros. É uma nova espécie que está nascendo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homo sapiens sapiens objetus&lt;/span&gt;, mas Clarice não seria um membro dessa espécie.&lt;br /&gt;Um coração selvagem não se curva a podridão ou a mesquinharia, talvez dissesse hipocrisia. Sim, conjugando o verbo a começar por "vós sois hipócritas". Nada mais nada menos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;Onde está a imaginação? Ando sobre trilhos invisíveis. Prisão, liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-o. Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome. — Sou pois um brinquedo a quem dão corda e que terminada esta não encontrará vida própria, mais profunda. Procurar tranquilamente admitir que talvez só a encontre se for buscá-la nas fontes pequenas. Ou senão morrerei de sede*.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Um mês é pouco ou muito? Para se sentir... morto, vazio, seco e sem vida, tal como Clarice no fim da criação dos livros. Entupindo de manteiga &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mono-orto-paro-piro-meta &lt;/span&gt;não sei o que, saturada de ser comida com pão; se entupindo para nem ter que ver o mundo chegar ao fim das asneiras próprias. A manteiga, talvez um dia dissesse, realmente se saturou de ficar no fundo do refrigerador esperando seu fim chegar e os homens - continuaria - devem se cansar de tal maneira e intensidade. "Liberdade é pouco", muito pouco...&lt;br /&gt;No fim, liberdade, será apenas mais uma palavra sem sentido que resinificamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*Clarice Lisperctor&lt;/span&gt; in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perto do Coração Selvagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5609170325503208432?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5609170325503208432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5609170325503208432&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5609170325503208432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5609170325503208432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/03/clarice-entenderia.html' title='Clarice entenderia..'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3950107563571935073</id><published>2010-03-26T13:08:00.000-03:00</published><updated>2010-03-26T13:09:02.599-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Ego</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quero uma morte só minha, para que eu possa ser carregado entre flores e espinhos.&lt;br /&gt;Não há outra decisão... Para quê querer um anjo torto, na sombra, com asinhas ou uma harpa velha banhada a ouro me anunciando o que fazer, pra onde e como ir?&lt;br /&gt;A métrica não enche meus olhos e o estilo pronunciado em letras garrafais é o que o que me importa.&lt;br /&gt;Veneno para si só é a companhia dos desejáveis, todo o resto é dispensável.&lt;br /&gt;Mas como todo bom fármacos,  o veneno por si só é remédio e o remédio por si só o veneno.&lt;br /&gt;Querer envenenar as veias com vida não deve ser algo ruim, não mesmo. Querer sempre, veneno ou remédio, é muito menos ruim. Querer: verbo transitivo direto! Há quantas andam os verbos nesse caminho de espinho e de um mil e um fármacos? Que mal há em querer e ter menos ou mais do que se quis? Amanhã, pra mim, é muito tarde. Quero veneno e quero agora! Para viver melhor, para eu querer melhor, para que o remédio, que há em mim, não me mate. E, depois de Derrida, só há um que pode me falar ao ouvido: "Aquilo que não te mata deixa mais forte" (Nietzsche).&lt;br /&gt;Ter compromisso com si só, com as vontades e desejos... isso sim, é estar vivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3950107563571935073?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3950107563571935073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3950107563571935073&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3950107563571935073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3950107563571935073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/03/ego.html' title='Ego'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4515116954845615329</id><published>2010-03-21T10:21:00.001-03:00</published><updated>2010-03-21T10:51:08.872-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><title type='text'>A barba</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“…Não se conhece bem um homem que nunca deixou a barba crescer. Digo isto sem preconceitos, porque não mais pertenço a confraria dos barbados. Mas estou convencido de que se conhece mal um homem que nunca deixou irromper na floresta de seu rosto, o outro, o selvagem, o agente adormecido, o hirsuto… Há mulheres que, tendo conhecido a sabedoria erótica da barba nos lençois do dia, nunca mais se contentarão com a banalidade barbeada de outros amores… Indizível prazer é esse de confiar a barba. Inconsciente. Ritualisticamente. Enquanto se lê, enquanto se aguarda o outro dizer uma frase estúrdia, enquanto se toma um vinho ou se afaga o cão junto a lareira, e fechando, bem dizia Walmor Chagas outra noite num jantar quando se discutia a metafísica da barba: a barba é uma mascara como no teatro; é outro em nós, um modo de o personagem se experimentar em cena…”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Affonso Romano de Sant'ana&lt;/span&gt; in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que presente te dar de presente&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4515116954845615329?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4515116954845615329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4515116954845615329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4515116954845615329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4515116954845615329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/03/barba.html' title='A barba'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2261517507469143425</id><published>2010-03-07T02:29:00.002-03:00</published><updated>2010-03-07T02:38:23.539-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Ruina branca</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/S5M5xpAnpyI/AAAAAAAAAg4/hIw7uFv3qqs/s1600-h/OgAAABlbbFspXfDTygnoxLfY9VxSbJHAj_yvFGMxr9Y233Mdz4k1xUu7eJZ_4UgLzEON5MCUjYGIXRrBDE2o3ZjJX20Am1T1UFJqSB2YIDx_jZRMaKcTIF08SIx-.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/S5M5xpAnpyI/AAAAAAAAAg4/hIw7uFv3qqs/s320/OgAAABlbbFspXfDTygnoxLfY9VxSbJHAj_yvFGMxr9Y233Mdz4k1xUu7eJZ_4UgLzEON5MCUjYGIXRrBDE2o3ZjJX20Am1T1UFJqSB2YIDx_jZRMaKcTIF08SIx-.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445759899405887266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem tempo para digerir e digressionar... Algumas ilusões são construídas no girar do receptor da TV: as estações do ano, as cores das pílulas, as cores dos cabelos, dos olhos das viciadas em programas de auditório ou de drogas injetáveis. Não achei forma a não ser essa, ser direto. Ainda estou tomado pelo filme "Réquiem para um Sonho" (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lgo3Hb5vWLE"&gt;veja o trailer&lt;/a&gt;), um filme (grosso modo) sobre vícios, anseios, angústias e decepções. Não se trata de uma mônada, mas de interconexões que ligam e ditam as relações sociais. O que, por exemplo, pode a TV? Quais são os limites entre a câmera e o zoom dos sonhos vazios que tormentam os seres humanos?&lt;br /&gt;O filme faz lembrar vários outros, uma linha construída entre o pingo de psicodelia que certas vezes se encontra em Fellini, Quero ser John Malkovich, Bleau e Brilho eterno de uma mente sem lembranças (o título dos post não é por acaso)... não sei mais quando escrevo para mim e quando escrevo para outras pessoas, hoje não estou falando de papel, mas do 9 mm de ilusão e entretenimento, a verdade (ou quiçá mentira) "24 vezes por segundo" como quis Godard.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2261517507469143425?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2261517507469143425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2261517507469143425&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2261517507469143425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2261517507469143425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/03/ruina-branca.html' title='Ruina branca'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/S5M5xpAnpyI/AAAAAAAAAg4/hIw7uFv3qqs/s72-c/OgAAABlbbFspXfDTygnoxLfY9VxSbJHAj_yvFGMxr9Y233Mdz4k1xUu7eJZ_4UgLzEON5MCUjYGIXRrBDE2o3ZjJX20Am1T1UFJqSB2YIDx_jZRMaKcTIF08SIx-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4202705138695718403</id><published>2010-02-10T20:02:00.008-02:00</published><updated>2010-02-21T16:50:44.093-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Uma lembrança puxa outra</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lkjSLksV3sU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lkjSLksV3sU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não é segredo algum que custo postar um vídeo em meu blog e pode ficar parecendo que sequer os assisto na net, mas os assisto. O último, melhor dizer, único vídeo que postei aqui até hoje é de uma poesia da Mari Dias com o acompanhamento do Cláudio Lira fazendo uns efeitos no violão. Volto a dizer desses dois amigos do Rio de Janeiro que conheci no ano de 2002, por volta de meados de novembro. Lembrança puxa lembrança, os conheci, como conheci todos do grupo de poesias "Saliva Voadora", quando eu ainda trabalhava na Biblioteca do Ó e eles apresentaram o espetáculo "&lt;a href="http://aponia.blogspot.com/2005/09/comendo-minha-paisagem_19.html"&gt;Comendo a minha paisagem&lt;/a&gt;". Foram anos ricos de minha vida. Não está certo dizer isso. Devo dizer: foram os primeiros anos ricos de minha vida me relacionando, literalmente, com os livros. Meus amigos do colégio viviam na Biblioteca: conversávamos, montávamos e desmontávamos o telescópio, assistíamos a vários filmes, matutávamos nomes para uma banda que nunca saiu do papel... estávamos todos buscando algum sentido para a vida.&lt;br /&gt;Naquele fim de semana, no qual o Saliva se apresentou, eu me lembro estar cansado... algo me irritava. Personalidade forte é um grande problema quando se é jovem, não tem um nome formado (ainda não mostrou pra quê veio) e tem uma "chefe" com uma personalidade parecida com a sua, porém com nome formado. Tínhamos boas discussões. Agradeço por isso, ajudou-me a formar ainda mais a minha personalidade nem um pouco fácil. Hoje, eu e minha ex-chefe (Presidente da Biblioteca) nos damos muito bem. Falamos das pinturas dela, das obras de Maria Lídia Magliane, das épocas da casa de gravura, de quando trabalhávamos juntos, de Orixás, de Congadas, dos jantares e almoços, dos eventos e, muitas vezes, do Caio Fernando Abreu... falo de algum livro, de algum seminário no mestrado e ela brinca que sou cria da Biblioteca. De modo algum a retruco, pois ela tem razão... Quando vou embora saio mais pobre financeiramente, pois compro algum livro do sebo, e vou-me rico espiritualmente.&lt;br /&gt;A noite, quando trabalhava e estava só na BÓ, costumava ficar na cozinha ou no quintal da Biblioteca olhando para o céu estrelado. Era diferente. Nem precisava de telescópio. Eu acabava segurando algum livro do Drummond (em especial seu livro '"Corpo"), nessa época o lia mais que os outros. Lembrança é igual dominó enfileirado: basta uma e as outras caem no chão dos pensamentos. Uma postagem na primeira do singular, intimista... sobre lembranças que constroem caminhos. Só por causa dessa riqueza de lembranças é que me permito escrever dessa forma, do contrário escreveria qualquer coisa, mas isso não é possível e tudo graças ao poema "A Rosa" da Mari Dias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4202705138695718403?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4202705138695718403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4202705138695718403&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4202705138695718403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4202705138695718403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/02/nao-e-segredo-algum-que-custo-postar-um.html' title='Uma lembrança puxa outra'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1508815579091065391</id><published>2010-02-01T02:03:00.003-02:00</published><updated>2010-08-30T00:04:01.350-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre meu mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As cores que uso para pintar minha paisagem são as cores que a paisagem me dá. Não quero demais inventar o mundo, a mim me basta inventar o meu mundo... cheio de nuvens, chuviscos, de sol e tempestade. Toda a contestação da caixa de ferramentas guardo para o meu mundo... Nesse, sim, eu uso as cores e mais cores. As vezes, só as vezes, empresto a contestação para o mundo alheio.&lt;br /&gt;Um dia de chuva será um dia de chuva até que digam outra coisa, que reinventem seu nome, que reinventem sua função. Um dia de chuva, na episteme do meu mundo, é um dia para regar flores e dançar na chuva. Se eu for construir o mundo de todo mundo que graça terá o meu?  Não terá graça... é por isso que meu mundo é diferenciado, podes entrar. Deixo conhecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1508815579091065391?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1508815579091065391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1508815579091065391&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1508815579091065391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1508815579091065391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/02/sobre-meu-mundo.html' title='Sobre meu mundo'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2231694204138604921</id><published>2010-01-30T20:13:00.002-02:00</published><updated>2010-01-30T20:19:14.328-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Poeminha Sentimental</title><content type='html'>O meu amor, o meu amor, Maria&lt;br /&gt;É como um fio telegráfico da estrada&lt;br /&gt;Aonde vêm pousar as andorinhas...&lt;br /&gt;De vez em quando chega uma&lt;br /&gt;E canta&lt;br /&gt;(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)&lt;br /&gt;Canta e vai-se embora&lt;br /&gt;Outra, nem isso,&lt;br /&gt;Mal chega, vai-se embora.&lt;br /&gt;A última que passou&lt;br /&gt;Limitou-se a fazer cocô&lt;br /&gt;No meu pobre fio de vida!&lt;br /&gt;No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:&lt;br /&gt;As andorinhas é que mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mário Quintana&lt;/span&gt; in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Preparativos de viagem&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2231694204138604921?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2231694204138604921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2231694204138604921&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2231694204138604921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2231694204138604921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/01/poeminha-sentimental.html' title='Poeminha Sentimental'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3718058259386264602</id><published>2010-01-20T03:21:00.007-02:00</published><updated>2010-01-29T12:59:23.876-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Onde Andará Dulce Veiga</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É foda, sem Ph mesmo, mas estou esgotado. O mundo está aí, cheio de músicas, livros e filmes... e quais você vê? Ah, normal. Será sempre aquele filme que te disseram ser bom, ou aquele livro de quem falaram maravilhas. Eu pessoalmente ainda não acabei de ler "As cidades invisíveis", nem sei se sou obrigado. Acontece que uma coisa é para um e não para todos. Nem todo mundo tem paciência para se drogar e dançar feito barata envenenada nessas "baladas" intituladas psy qualquer coisa. Mas o que eu digo serve pra mim, não quero ser senhor das tuas vontades e assim como o poeta disse a si "vai Carlos, ser gauche na vida" eu digo, vai... vai ser barata em nights sem alma. Porra caralho, vai se fuder... porque não pega a droga daquele filme que você viu na estante, quis assistir, mas não o fez porque alguém disse algo como "pow, aluguei esse filme, dormi na metade"... caralho, vai ser preguiçoso assim no raio que o parta.&lt;br /&gt;É das piores verdades, mas nos acostumamos demais a ir com os outros. Para ler, para ver, para ouvir, para fazer... a gente só faz o que algum crítico mesquinho do seu próprio umbigo diz para fazer. É o cúmulo da alienação cultural. Vai tirar as tuas próprias conclusões antes que se descubra velho demais para se levantar da cadeira de balanço, atravessar a rua e depois descobrir que não tem um puto no bolso para alugar aquele filme, ou então para descobrir que aquele livro não é mais editado e não o encontra na biblioteca do centro da cidade, aquela que está meia hora de ônibus da tua confortável e burguesa casa. Nem me venha com o papo de preguiça, se preguiça fosse, realmente, levada a sério ninguém transava. Vai dizer que tem preguiça de transar? Tem? Ah... se for assim, a coisa está feia. Vai poder dizer que não tem tesão, mas se disser que tem preguiça, aí vai ter é que procurar um terreiro e tomar banho de sal grosso.&lt;br /&gt;Enquanto isso, porque alguém disse que a Disney era bom, todo mundo vai para aquele parque, cidade, puteiro ou sei lá o que aquilo é na verdade. Eu não vou [ponto]. E não vou porque não me disseram para não ir, nem tão pouco porque me disseram para ir... já passei da adolescência. Passei daquele tempo que não fazia o que uns diziam para fazer e fazer o que outros ou mesmos diziam para fazer. Não vou porque não quero ir, não tenho vontade, não me apetece... quer mais desculpas? Não vou porque tenho outra coisa pra fazer. O que? Xingar, esbravejar, fingir de velho ranzinza que fala mal da televisão, da pracinha, da placa que colocaram na esquina, do cheiro da gelatina na geladeira, da cor dos ovos da galinha ou sei lá... é o que vier na hora, o que a vontade falar é que vou fazer. Se for o caso, talvez nem faça nada. E não o farei se for da minha vontade, e não deixarei de fazer porque disseram para não o fazer.&lt;br /&gt;Já ouvi bastante minha mãe. E ela me fala bastante. Está bom, satisfeito assim... mas também não vou gostar do "Anticristo" porque todos gostam. Vai ver eu prefiro o "Vento levou", mas não prefiro mesmo. E depois nem sei se a gente tem que preferir alguma coisa. Mas prefiro mesmo assim.&lt;br /&gt;Essa coisa de escolha é mesmo foda. Te dizem que você é livre para escolher mas te obrigam a escolher. Que droga de escolha é essa que te obrigam a fazer? Se você liga para a operadora de telefonia, ou a companhia de gás... se vai tomar banho. É escolha demais. Se continuar assim acabarei como Fernando Pessoa, vou criar um monte de heterônimos com personalidades, RGs, CPFs, endereços... cada um vai ficar incumbido de fazer algumas das escolhas. "Adorno ou Benjamin ?" Essa vai para o meu heterônimo número tanto decidir. "Malu Magalhães ou Ivete Sangalo?" Adio, a escolha. Essa nem eu nem nenhum heterônimo será obrigado a fazer. Paris ou Coimbra? Qualquer uma, sei lá as duas, pode ser? Pode! Te falaram como é lá? Dizem que em Paris blá-blá-blá... e em Coimbra blá-blá-blá... leva isso que faz frio e se eu fosse você... Pode parar! Se... mas você não é. Deixa cá que eu escolho, e escolho muito bem a ponto de me arrepender e tudo mais. Se arrepender deve ser bom. Não é igual aquele cara que junta dinheiro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;no porquinho &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;uma vida inteira, o porquinho que ganhou da sua avó, e compra um carro. Ele queria uma cor que não se lembrava, com itens de série que ele viu passar no comercial da TV no intervalo daquele programa esportivo, sabe qual é? Pois é, se arrependeu. Mas para &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;dar a cara a tapa finge estar satisfeito... no fundo sabe que queria era um fusquinha 68.&lt;br /&gt;obs.: e vai sendo avisado. Isso aqui não foi terminado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3718058259386264602?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3718058259386264602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3718058259386264602&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3718058259386264602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3718058259386264602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/01/onde-andara-dulce-veiga.html' title='Onde Andará Dulce Veiga'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-6850310280522176299</id><published>2010-01-12T08:50:00.000-02:00</published><updated>2010-01-12T08:50:00.663-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><title type='text'>Uni-forme</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ter-te perto realçava minha pretensa certeza de que eu controlava algo no meu cantinho do mundo. Agora, machucado, um pedaço de mim pra longe vai e meus olhos vertem sangue na insônia - noite adentro. Voltar pra casa não faz sentido, ir para além de casa já não faz sentido. Sei da falta que meus cabelos sentem dos afagos de tuas mãos, verdadeiramente "poemas de cinco dedos que revelam, sem querer, todos os segredos de tua alma de mulher", e o brilho dos teus olhos se tornam o título dos meus dias felizes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-6850310280522176299?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/6850310280522176299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=6850310280522176299&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6850310280522176299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6850310280522176299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/01/uni-forme.html' title='Uni-forme'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1431977542134613116</id><published>2010-01-08T15:41:00.003-02:00</published><updated>2011-10-01T02:52:48.935-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Cicatrizes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto chove lá fora, me escondo em meu castelo invisível, proteção do resto do mundo. Queria poder te olhar nos olhos e perguntar o que foi feito de ti e de tuas certezas  - que  as tuas revelações esconderam de nós em algum momento de nossas vidas. Das tuas escolhas, só me restam minhas cicatrizes que - "tão a flor da pele" - trago esse tempo no qual minhas veias formam extensos boulevards. Mas, de teus espinhos, talvez saiba disso, nada mais resta. Tua face branca não haverá de ser fantasma e tão pouco irá me espantar da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1431977542134613116?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1431977542134613116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1431977542134613116&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1431977542134613116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1431977542134613116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/01/cicatrizes.html' title='Cicatrizes'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-5012092788855706305</id><published>2010-01-06T17:57:00.000-02:00</published><updated>2010-01-06T23:24:30.408-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rimas ou não...'/><title type='text'>Movimento</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;Imagino, dia e noite,&lt;br /&gt;os movimentos do teu sorriso estático&lt;br /&gt;nos papéis de fotografia,&lt;br /&gt;causando inveja às paisagens.&lt;br /&gt;Imagino nua, despida de roupas e pudores,&lt;br /&gt;e vestida de uma alma de seda e cetim.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-5012092788855706305?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/5012092788855706305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=5012092788855706305&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5012092788855706305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/5012092788855706305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/01/movimento.html' title='Movimento'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3682896723833894293</id><published>2010-01-03T23:20:00.000-02:00</published><updated>2010-01-04T02:05:14.863-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rimas ou não...'/><title type='text'>Anúncio</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: times new roman;font-size:100%;" &gt;&lt;blockquote&gt;Tudo o que prometo&lt;br /&gt;é não morrer de inspiração&lt;br /&gt;e, muito menos, de espirração.&lt;br /&gt;Talvez de tosse, apenas talvez!&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3682896723833894293?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3682896723833894293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3682896723833894293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3682896723833894293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3682896723833894293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2010/01/anuncio.html' title='Anúncio'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1924570055192983362</id><published>2009-12-30T23:56:00.000-02:00</published><updated>2009-12-31T00:06:10.633-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><title type='text'>Vontade de Clarear</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acima da cintura, nos teus anéis de Saturno, nos contornos da esquina de tua nebulosa, onde se motivam as revoluções labiais, é lá... que as esperanças se encontram, onde os pedidos são feitos, com sorriso de um lado, com sorriso de outro, com respostas de um lado, com surpresa do outro.  Caminhos, caminhos pelos quais as mãos percorrem, sem espinhos... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1924570055192983362?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1924570055192983362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1924570055192983362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1924570055192983362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1924570055192983362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/12/vontade-de-clarear.html' title='Vontade de Clarear'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3738760432585139604</id><published>2009-12-29T18:47:00.000-02:00</published><updated>2009-12-29T18:47:00.513-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><title type='text'>Tlön, Uqbar, Orbis Tertius</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...) Uma outra escola declara que todo o tempo já se passou e que nossa vida é apenas a lembrança ou o reflexo crepuscular, e sem dúvida falseado e mutilado, de um processo irrecuperável. Outra, que a história do Universo - e nesta nossas vidas e seu mais ligeiro detalhe - é a escritura produzida por um deus subalterno para entender-se com um demônio. Outra, ainda, que o Universo é comparável a essas criptografias nas quais todos os símbolos não têm o mesmo valor...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;____&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jorge Luis Borges in &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;TLÖN, UQBAR, ORBIS TERTIUS (conto).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3738760432585139604?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3738760432585139604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3738760432585139604&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3738760432585139604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3738760432585139604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/12/tlon-uqbar-orbis-tertius.html' title='Tlön, Uqbar, Orbis Tertius'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4612743944083336159</id><published>2009-12-28T14:51:00.001-02:00</published><updated>2009-12-28T18:55:41.680-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><title type='text'>O preço do poema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurar pelo poema nos entre dedos, não é como procurar uma nota surrada no bolso da calça. O poema não tem valor algum, não devia ser posto a venda. Quem o pagará? Servirá então, após o pagamento, apenas como moeda de troca? Até quando poemas servirão como para serem vendidos como batatas fritas em lanchonetes nas esquinas? Caneta que toca o papel virgem, criando rimas, remoendo intenções, não diferencia folhas de ouro de papel de pão, pois a alma do poeta é rica, mais rica que todo o ouro do mundo. Duvida?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4612743944083336159?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4612743944083336159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4612743944083336159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4612743944083336159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4612743944083336159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/11/o-preco-do-poema.html' title='O preço do poema'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-8292467626032145152</id><published>2009-12-26T23:56:00.001-02:00</published><updated>2009-12-26T23:57:20.794-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre o Seis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Com a correria moderna quem é que vai entender de numerologia? Disseram, certa vez, em lugar e ocasião especiais, que seis é um bom número, que trás sorte. Mas seis também é um (número); seis é um número e também é o número um. Assim mesmo, desta forma, em uma estranha continuidade que remete a experiências e medos. Entendemos de correria! Quanto a amores, paixões e similares, nada falamos. Mesmo que o silêncio a ninguém - nada - interesse. Nesse caso, não menos isolado que a maior das superstições, o ápice do romantismo se circunscreve no seis que permeia o "entre nós". Toda a densidade é cabível de ser dissolvida em uma gota de chuva. Até lá, até que chova água ou grãos de arroz, fica creditado ao seis a permanência que seus anteriores não permitiram. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-8292467626032145152?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/8292467626032145152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=8292467626032145152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8292467626032145152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8292467626032145152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/12/sobre-o-seis.html' title='Sobre o Seis'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3195495524823930882</id><published>2009-12-26T23:28:00.001-02:00</published><updated>2009-12-26T23:46:03.646-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Um dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Meu coração quer fugir de mim, não lhe perpetua mais seguir ordem alguma. Quer a liberdade de correr o mundo afora enquanto os grãos caem na ampulheta; responder aos brindes de réveillon, as perguntas soltas no ar quando uns olhos se perdem em outros olhos e mãos se tocam, se despem e desnudam lingeries. Quer pular muros, quer subir paredes e se fartar no desejo. Coração bobo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3195495524823930882?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3195495524823930882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3195495524823930882&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3195495524823930882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3195495524823930882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/12/um-dia.html' title='Um dia'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1694603966242779239</id><published>2009-12-19T00:57:00.001-02:00</published><updated>2010-12-29T16:43:44.188-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><title type='text'>Títulos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os títulos que me povoam tomam mais espaços das linhas que o todo do texto corrente. Todos os títulos do mundo, bem ao alcance de minhas mãos, com gosto de chocolate com hortelã. Títulos, subtítulos, extra-títulos, títulos extras... vermelhos maça madura e psicodélica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1694603966242779239?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1694603966242779239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1694603966242779239&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1694603966242779239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1694603966242779239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/12/titulos.html' title='Títulos'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-295682913907620880</id><published>2009-12-12T17:35:00.002-02:00</published><updated>2011-11-13T21:15:04.729-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><title type='text'>Silêncio ensurdecedor em Tiradentes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito tem-se falado sobre a recente eleição para o cargo de presidente da Associação de moradores  do Bairro do Pacu (Amobapa). Não sou dos que acham que perder uma eleição é o fim do mundo, mesmo porque não sou desde bairro nem me candidatei a nada. Contudo, conversando com um amigo, nos deparamos com uma triste constatação: em Tiradentes tudo envolve política. Perdão, deixem-me corrigir: Em Tiradentes tudo envolve Politicagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que exponho nesse artigo não são denúncias, são problematizações. É simples, sabemos como as coisas funcionam, o jogo de poder é sedutor. Estava me lembrando das várias eleições que acontecem na cidade, e, acima disso, quantos políticos estão lá, metendo os bedelhos no que não foram chamados. Seja conselho tutelar, pra diretoria de escola (isso quando não há nomeação direta) e agora, segundo os muitos buchichos, em associações de bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a gente se assusta ao prestar atenção nisso, fica se perguntando o motivo. Afinal, por que há tanta politicagem nas eleições na cidade de Tiradentes? Eu sempre volto a citar aquele livro de cabeceira, volto sempre a concordar com Althusser. É uma questão de ideologia e dos aparelhos ideológicos de estado. Isso significa dizer que o poder, a governança, é algo que os governantes tentam manter fazendo uso do que pode fazer boas propagandas deles mesmos: A TV, jornal, família, igrejas, escola, rádio... Se você não entendeu ainda explicarei os pormenores: se você vive em família, dificilmente pensará diferente de seus pais, quer dizer, você pode pensar diferente, mas seu pai sempre lhe dirá algumas coisas como, por exemplo, em quem votar, como agir, como ser educado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei a pensar sobre isso me deparei com uma coisa muito interessante. Alguns da cidade talvez se lembrem, eu cheguei a trabalhar na Rádio comunitária da Cidade, a Império FM. Com todas as suas limitações, a rádio ainda é um ponto de discussões, dizer seus problemas, os problemas da rua, da falta de limpeza, daquele cano estourado ou o que seja... Contudo, o que me surgiu é que a rádio Império Fm, como rádio comunitária, tem que estar vinculada a alguma associação... Batata! Por acaso sabem em qual associação a rádio Império FM está veiculada? Sim, a Amobapa! Isso significa dizer que quem tomar a presidência daquela associação também terá o controle daquela rádio. Como disse anteriormente, serão veiculadas o que a diretoria da rádio quer. Daí podemos sugerir, e não acusar, que o ponto de discussões, reclamações e críticas para com aquele cano furado, aquela rua que precisa de uma "capina" perderá o espaço de discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo é problemático, passa um ar de totalitarismo... alguém pode pensar que a cidade está vivendo maravilhas... e, pode ser, que não seja assim. Fica parecendo, também, que nos tornamos uma manada de bois guiados por coronéis. Nessa preocupação, só espero que não estejamos indo para o matadouro, que não demos tiros em nossos pés. Até por isso deveríamos pensar nas várias associações espalhadas pela cidade, desde as irmandades das igrejas até as associações de bairro, procurar saber o que fazem e como fazem ou ainda quem está por trás das presidências dessas irmandades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, uma coisa me acalma. Ainda que a politicagem (de políticos, partidários, ou de pessoas intencionadas a um contento) queira fazer calar a voz da cidade, fingir que ninguém está falando nada, uma coisa me conforta: os buracos da cidade não irão sumir, as ruas não ficarão menos sujas, os problemas com a educação, saúde (assim como os demais problemas sociais) não desaparecerão. Cabe aos tiradentinos ter cuidado e zelo com a cidade, manter a desconfiança de tudo, aquilo que está ruim deve melhorar, aquilo que está bom pode ou poderia estar bem melhor, basta cobrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-295682913907620880?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/295682913907620880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=295682913907620880&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/295682913907620880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/295682913907620880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/12/silencio-ensurdecedor-em-tiradentes.html' title='Silêncio ensurdecedor em Tiradentes'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-91792249293668425</id><published>2009-12-08T11:30:00.004-02:00</published><updated>2009-12-09T01:22:52.842-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Flâner</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A uma Passante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua em derredor era um ruído incomum,&lt;br /&gt;Longa, magra, de luto e na dor majestosa,&lt;br /&gt;Uma mulher passou e com a mão faustosa&lt;br /&gt;Erguendo, balançando o festão e o debrum;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata.&lt;br /&gt;Eu bebia perdido em minha crispação&lt;br /&gt;No seu olhar, céu que germina o furacão,&lt;br /&gt;A doçura que se embala e o frenesi que mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relâmpago, e após a noite! – Aérea beldade,&lt;br /&gt;E cujo olhar me fez renascer de repente,&lt;br /&gt;Só te verei um dia e já na eternidade?&lt;br /&gt;Bem longe, tarde, além, "jamais" provavelmente!&lt;br /&gt;Não sabes aonde vou, eu não sei aonde vais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu que eu teria amado – e o sabias demais!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Charles Baudelaire (1821-1867)&lt;br /&gt;Tradução de Jamil Haddad&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-91792249293668425?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/91792249293668425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=91792249293668425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/91792249293668425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/91792249293668425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/12/flaner.html' title='Flâner'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-8186433278453147243</id><published>2009-11-10T22:07:00.001-02:00</published><updated>2009-11-10T22:10:37.025-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barbárie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><title type='text'>Vergonha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho visto as propagandas sobre o "trabalho" do PMDB para a melhoria do Brasil e sinto-me no direito de dizer que isso é uma vergonha. Deve ser lembrado que os políticos do PMDB, assim como todos os outros políticos de outras legendas, recebem para fazer seus trabalhos e, devemos dizer, nem sempre sai grande coisa. Prova disso é que as reclamações sobre os políticos imperam, se não na TV, na internet que, ao que parece, é um “lugar” em que ainda existe certa “liberdade”.&lt;br /&gt;Fica evidente que algo aparenta certos erros como, por exemplo, as defesas dramáticas do senador Wellington Salgado; políticos como Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos – próprios integrantes do partido – terem problemas com outros membros. Vendo essas propagandas, acabei por ter a falsa sensação de que os políticos do PMDB trabalham de graça, que não ganham nada. Ora, isso não passa de uma conversa que não faz nem boi dormir. É sabido que recebem, tal como os outros. É por isso que deveriam trabalhar e dar satisfações à sociedade que paga seus impostos para a manutenção de um aparelho que parece não funcionar como deveria, não dá o devido retorno.&lt;br /&gt;A verdade é que o PMDB não passa de um partido normal... Não é pior nem melhor que os outros, suas ideologias não o diferem nem um pouco dessa dita esquerda na qual se constitui o PT, nem na direita do DEM. Se o PMDB e seus políticos fossem como é trabalhado no vídeo, que tem passado de intervalo em intervalo na TV, não precisaria de cargos para votar junto do governo ou junto do que parece ser o melhor para o país.&lt;br /&gt;Sinto-me envergonhado por saber que entra ano sai ano, chega eleição e passa eleição, a educação é sucateada; mais impostos são criados; mais impostos são planejados e/ou retomados (não é o caso da CPMF?)... é por isso que acho uma verdadeira vergonha um partido ou político ter que fazer propaganda. Pois o lixeiro que passa todos os dias na porta da minha casa não precisa fazer propaganda para eu saber que ele trabalha. Quando, pelo contrário, ele começar a fazer tais propagandas, acabarei por questionar de onde tira tanto tempo livre, e justo ele, que trabalha muito e ganha pouco, ele que deveria ter tempo de sobra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-8186433278453147243?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/8186433278453147243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=8186433278453147243&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8186433278453147243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8186433278453147243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/11/vergonha.html' title='Vergonha'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3303031316342206272</id><published>2009-11-09T01:49:00.002-02:00</published><updated>2009-12-11T01:53:18.172-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nada a dizer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comemorações'/><title type='text'>Mês</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta uma chantagem. Desta forma, o toque, que deveria ser de graça, fica condenado ao uso de uma aliança de diamante oxigenado. Organismos opostos unidos. Dez e onze da 27 [que fique claro: não se trata de somatórios]. Separados e juntos, como cama e mesa; com vinho entornado; com os olhos embaçados. Obrigado por beber! Foi bom para você? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3303031316342206272?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3303031316342206272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3303031316342206272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3303031316342206272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3303031316342206272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/11/mes.html' title='Mês'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1084098587670023878</id><published>2009-11-01T16:52:00.000-02:00</published><updated>2009-11-02T17:03:48.795-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema in...'/><title type='text'>Não há vagas</title><content type='html'>O preço do feijão&lt;br /&gt;não cabe no poema. O preço&lt;br /&gt;do arroz&lt;br /&gt;não cabe no poema.&lt;br /&gt;Não cabem no poema o gás&lt;br /&gt;a luz o telefone&lt;br /&gt;a sonegação&lt;br /&gt;do leite&lt;br /&gt;da carne&lt;br /&gt;do açúcar&lt;br /&gt;do pão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O funcionário público&lt;br /&gt;não cabe no poema&lt;br /&gt;com seu salário de fome&lt;br /&gt;sua vida fechada&lt;br /&gt;em arquivos.&lt;br /&gt;Como não cabe no poema&lt;br /&gt;o operário&lt;br /&gt;que esmerila seu dia de aço&lt;br /&gt;e carvão&lt;br /&gt;nas oficinas escuras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- porque o poema, senhores,&lt;br /&gt;está fechado:&lt;br /&gt;"não há vagas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só cabe no poema&lt;br /&gt;o homem sem estômago&lt;br /&gt;a mulher de nuvens&lt;br /&gt;a fruta sem preço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema, senhores,&lt;br /&gt;não fede&lt;br /&gt;nem cheira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ferreira Gullar &lt;/span&gt;in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dentro da noite veloz&lt;/span&gt;, 1975.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1084098587670023878?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1084098587670023878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1084098587670023878&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1084098587670023878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1084098587670023878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/11/nao-ha-vagas.html' title='Não há vagas'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-6889899193139049916</id><published>2009-10-31T03:00:00.005-02:00</published><updated>2009-12-11T01:53:54.582-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><title type='text'>As florzinhas todas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso imaginar tudo! Cada pensamento trança as lembranças circunscritas em minha mente. O fato de isso tudo parecer um aforismo sem fim não significa que eu não consiga escrever outras coisas, pois eu escrevo e leio. Eu leio, eu sempre li. As flores falam mais do que aquilo que dizem seus perfumes e cores, basta saber olhar, dedilhar suas linhas, tocar suas virilhas – mas será que flores têm virilhas? Devem estar acima dos joelhos.&lt;br /&gt;Branca, rosada, como dia que nasce e se põe, dia após (e com) dia. Eu leio, não me basta, eu escrevo, e, como Joãozinho cabeça de vento, deixo pistas e migalhas de pão para voltar ou ser encontrado no meio da floresta. Um dia vamos esquecer tudo, os pássaros terão comido as migalhas e serviremos (apenas) de motivo de riso para as flores. Quem irá nos proteger depois disso? Eu não quererei viver preso atrás das grades sem poder tocar a ponta do sol que se põe da cor do dia que volta a nascer. O que será feito de nós?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-6889899193139049916?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/6889899193139049916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=6889899193139049916&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6889899193139049916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6889899193139049916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/10/as-florzinhas-todas.html' title='As florzinhas todas'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2218395562977886566</id><published>2009-10-28T01:12:00.004-02:00</published><updated>2009-12-11T01:54:31.167-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><title type='text'>Deixei o vício</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim é a narrativa que se põe a dizer sobre a vitória sobre o vício: Deixei o Vício. Agora as minhas noites não são mais devotadas ao escárnio da insônia que, ao ser produzido pelo vício, permitia – ou só permitia – rolar de um lado para outro da cama. Permanece a percepção do relógio: duas, três, quatro da manhã... Sudorese descontrolada, taquicardia, olhos vermelhos, tremura e boca seca... nada mais disso, não mais. Agora, em minha vida, não há mais espaço para pupilas dilatadas, nada intransigente, que corte noite a dentro.&lt;br /&gt;Eu disse: rompi com o vício. É isso. Qual era? Maconha, crack, heroína ou cocaína? Nada disso, nunca fui dado a essas coisas. Cigarro. Não, de forma alguma. Álcool então? Tão pouco. Rompi meu vício com o café.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2218395562977886566?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2218395562977886566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2218395562977886566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2218395562977886566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2218395562977886566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/10/deixei-o-vicio.html' title='Deixei o vício'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1501676061627589305</id><published>2009-10-21T16:41:00.008-02:00</published><updated>2010-08-30T00:07:40.063-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><title type='text'>Tão bem e também, como nunca foi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É de se tratar de um apelo gentil, como bom alvitre, que a memória nos pregue certas peças: olhe bem, veja se Freud não tinha, e continua a ter, suas razões, - se o esquecimento não tem seus prós. Trata-se de uma defesa bem tramada pelas malhas do subconsciente (?) não se lembrar do que ocorrerá há menos de um ano, das cartas pensadas e nunca escritas, das recebidas e nunca respondidas, nas escritas e nunca enviadas. É, como &lt;em&gt;bon vivant&lt;/em&gt;, que nós (os homens) esquecemos das cores dos teus (das mulheres) batons, dos teus esmaltes, as cores e formas das tuas &lt;em&gt;lingeries&lt;/em&gt;... dos planos para nos perder entre florestas e pedras, musgos e lamas. Isso tudo que tão bem faz para a memória: esquecer. Esquecer para voltar a viver, como outrora, nunca foi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1501676061627589305?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1501676061627589305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1501676061627589305&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1501676061627589305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1501676061627589305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/10/tao-bem-e-tambem-como-nunca-foi.html' title='Tão bem e também, como nunca foi'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-6755094199963425617</id><published>2009-10-21T01:21:00.008-02:00</published><updated>2009-12-11T01:56:10.529-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>É muito bom da sua parte, senhor doutor!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"É muito bom da sua parte, senhor doutor!"&lt;/span&gt; - Já nada há de inofensivo. As pequenas alegrias, as manifestações da vida que parecem isentas da responsabilidade do pensamento não só têm um momento de obstinada estupidez, de autocegueira insensível, mas entram também imediatamente ao serviço da sua extrema oposição. Até a árvore que floresce mente no instante em que se percepciona o seu florescer sem a sombra do espanto; até o "como é belo!" inocente se converte em desculpa da afronta da vida, que é diferente, e já não há beleza nem consolação alguma excepto no olhar que, ao virar-se para o horror, o defronta e, na consciência não atenuada da negatividade, afirma a possibilidade do melhor. É aconselhável a desconfiança perante todo o lhano, o espontâneo, em face de todo o deixa-andar que encerre docilidade frente à prepotência do existente. O malevolente subsentido do conforto que, outrora, se limitava ao brinde da jovialidade já há muito adquiriu sentimentos mais amistosos. O diálogo ocasional com o homem no comboio, que, para não desembocar em disputa, consente apenas numas quantas frases a cujo respeito se sabe que não terminarão em homicídio, é já um elemento delator; nenhum pensamento é imune à sua comunicação, e basta já expressá-lo num falso lugar e num falso acordo para minar a sua verdade. De cada ida ao cinema volto, em plena consciência, mais estúpido e depravado. A própria sociabilidade é participação na injustiça, porquanto dá a um mundo frio a aparência de um mundo em que ainda se pode dialogar, e a palavra solta, cortês, contribui para perpetuar o silêncio, pois, pelas concessões feitas ao endereçado, este é ainda humilhado [na mente] do falante. O funesto princípio que já sempre reside na condescendência desdobra-se no espírito igualitário em toda a sua bestialidade. A condescendência e o não ter-se em grande monta são a mesma coisa. Pela adaptação à debilidade dos oprimidos confirma-se, em tal fraqueza, o pressuposto da dominação e revela-se a medida da descortesia, da insensibilidade e da violência de que se necessita para o exercício da dominação. Se, na mais recente fase, decai o gesto de condescendência e se torna visível apenas a igualação, então tanto mais irreconciliavelmente se impõe em tão perfeito obscurecimento do poder a negada relação de classe. Para o intelectual, a solidão inviolável é a única forma em que ainda se pode verificar a solidariedade. Toda a participação, toda a humanidade do trato e da partilha são simples máscara da tácita aceitação do inumano. Há que tornar-se consonante com o sofrimento dos homens: o mais pequeno passo para o seu contentamento é ainda um passo para o endurecimento do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;_____________&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;ADORNO, Theodor W. &lt;/strong&gt;in &lt;em&gt;Minima Moralia (Edições 70)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-6755094199963425617?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/6755094199963425617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=6755094199963425617&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6755094199963425617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6755094199963425617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/10/e-muito-bom-da-sua-parte-senhor-doutor.html' title='É muito bom da sua parte, senhor doutor!'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2754213232849591328</id><published>2009-10-19T22:19:00.003-02:00</published><updated>2010-12-29T16:39:03.021-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><title type='text'>Nada mais como era antes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Música sertaneja ou pop-melô do Lulu Santos? Nada de nada, só nostalgia. Talvez o sol se pusesse de melhor forma, imponente, colorido, vivo, há tempos atrás. Regra? Será mesmo que os domínios do passado são mais atraentes? E quantos anos existem entre abril e outubro?&lt;br /&gt;Nem rimas sobram para a caneta gel, nem linhas correm nas curvas dos teus olhos pequenos para dizer quem está certo, nas assertivas ou negações. Se o cinema anda fabricando literatura ou se a literatura fabrica cinema, quem é que dirá? Entre navios, relatos e camareiras, passa o tempo em torno de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2754213232849591328?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2754213232849591328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2754213232849591328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2754213232849591328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2754213232849591328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/10/nanda-mais-como-era-antes.html' title='Nada mais como era antes'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2397931309960578409</id><published>2009-10-13T02:12:00.001-03:00</published><updated>2009-10-13T02:17:34.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>O Umbigo</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;O teu querido umbiguinho,&lt;br /&gt;Doce ninho do meu beijo&lt;br /&gt;Capital do meu desejo,&lt;br /&gt;Em suas dobras misteriosas,&lt;br /&gt;Ouço a voz da natureza&lt;br /&gt;Num eco doce e profundo,&lt;br /&gt;Não só o centro de um corpo,&lt;br /&gt;Também o centro do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mário Quintana&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A cor do invisível&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2397931309960578409?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2397931309960578409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2397931309960578409&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2397931309960578409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2397931309960578409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/10/o-umbigo.html' title='O Umbigo'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1790508403183709249</id><published>2009-10-02T00:32:00.004-03:00</published><updated>2009-10-02T00:38:31.708-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Meu mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu mundo tem perdido a cor. Dia a após dia é preto e branco que se torna, é em tons de cinza que se pinta. Em meu mundo, agora, sobra o espaço do corpo que se foi, quando aqui ainda estava.&lt;br /&gt;Não tenho mais ar de sobra, nem me resta a cólera das antigas rusgas sentimentais. O tempo é oco como um balão que sobe pela clarabóia do céu, como um violão vibrando cordas de aço, com um som assim... cor do invisível.&lt;br /&gt;Meu mundo, particularidades próprias... é um mundo, não um álbum de terror.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1790508403183709249?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1790508403183709249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1790508403183709249&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1790508403183709249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1790508403183709249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/10/meu-mundo.html' title='Meu mundo'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1731695193162406529</id><published>2009-09-17T11:35:00.001-03:00</published><updated>2009-09-17T12:16:10.417-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre o Umbigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O umbigo é, talvez, uma das partes do corpo mais chamativas. Ao lado do queixo, maltrata meu querer. O início e o fim do mundo começam na tua barriga, no teu umbigo do mundo. Portal do querer, da paisagem em movimento nos contornos de teu corpo. Você, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tesoura do desejo&lt;/span&gt;, corta minhas vontades, sem querer saber de mais ou de menos.&lt;br /&gt;O umbigo do meu mundo, nasce em tua barriga. E o universo gira em torno de seus maus-tratos. Dói não saber fugir das suas armadilhas, não conhecer o caminho que vai e volta de seu umbigo e, mais que tudo, não me importar em me perder nos teus braços e contornos. Eu me disfarço no seu corpo, me escondo em suas cócegas e me espalho no seu sorriso simples e nada simplório.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Akês.&lt;/span&gt; Persuadido assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1731695193162406529?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1731695193162406529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1731695193162406529&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1731695193162406529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1731695193162406529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/09/sobre-o-umbigo.html' title='Sobre o Umbigo'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-3207341264555572059</id><published>2009-09-17T11:21:00.002-03:00</published><updated>2009-09-19T23:10:51.187-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><title type='text'>Dia branco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui do meu lado não há frio, venha. Não há tanta loucura que não possa ser suportada. Assim será esse dia branco, em que vier, entre franjas e dedos, cuidados e riscos; esperando o sol sair. Entre provas e aprovações, gramados verdes no escuro da noite, com arquibancada torcendo só por nós.&lt;br /&gt;Se você puder, estenda sua mão, toque minhas mãos, deixe-me por minha cabeça no seu colo e ver, ainda que por um instante, as estrelas dos seus olhos pequenos no céu.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-3207341264555572059?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/3207341264555572059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=3207341264555572059&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3207341264555572059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/3207341264555572059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/09/dia-branco.html' title='Dia branco'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-7329536948746488545</id><published>2009-09-10T01:52:00.001-03:00</published><updated>2009-09-13T01:54:23.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rimas ou não...'/><title type='text'>Do outro lado</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;O olho não se vê,&lt;br /&gt;o nariz não se cheira,&lt;br /&gt;a boca não se beija,&lt;br /&gt;a língua não se lambe...&lt;br /&gt;É preciso mais que um espelho.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-7329536948746488545?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/7329536948746488545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=7329536948746488545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7329536948746488545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7329536948746488545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/09/do-outro-lado.html' title='Do outro lado'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-7796518853605717613</id><published>2009-09-08T01:01:00.001-03:00</published><updated>2009-09-08T01:08:29.283-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noção?'/><title type='text'>Duplo sentido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SqXYSK7pCxI/AAAAAAAAAMs/8IpEzT5oMl0/s1600-h/Imagem+985.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 354px; height: 265px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SqXYSK7pCxI/AAAAAAAAAMs/8IpEzT5oMl0/s320/Imagem+985.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378943136647678738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O burro não sabia "ler" placa...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-7796518853605717613?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/7796518853605717613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=7796518853605717613&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7796518853605717613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7796518853605717613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/09/duplo-sentido.html' title='Duplo sentido'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SqXYSK7pCxI/AAAAAAAAAMs/8IpEzT5oMl0/s72-c/Imagem+985.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-9197694461096833741</id><published>2009-09-03T11:32:00.004-03:00</published><updated>2010-12-29T16:34:10.437-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre se Vangloriar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se vangloriar já não é o que se espera das pessoas, de quem se prefere mesmo certa indiferença ao vangloriar. Hoje é ainda pior. Os homens se vangloriam por ser os piores e por não conseguir nada, nem de concreto e nem de abstrato e, acima de tudo, por não saírem (e até conservarem) suas menoridades.&lt;br /&gt;Isso tudo além de se vangloriarem do que não tem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-9197694461096833741?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/9197694461096833741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=9197694461096833741&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/9197694461096833741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/9197694461096833741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/09/vangloriar.html' title='Sobre se Vangloriar'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-4966509825785446283</id><published>2009-08-29T22:41:00.000-03:00</published><updated>2009-08-29T22:42:13.487-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Litetatura'/><title type='text'>Nos poços</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;Caio Fernando Abreu&lt;/b&gt; in &lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Ovo Apunhalado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-4966509825785446283?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/4966509825785446283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=4966509825785446283&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4966509825785446283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/4966509825785446283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/08/nos-pocos.html' title='Nos poços'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-6215307526096991570</id><published>2009-08-27T23:26:00.000-03:00</published><updated>2009-08-28T12:27:26.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><title type='text'>Longe demais das capitais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não volto mais, do meio do caminho há muito caminho para voltar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim&lt;/span&gt;, já foi dito. Por isso o caminho seduz tanto, é lá... onde nunca estive. Talvez “Vaca Malhada”, talvez o alto da montanha, onde se possa sentar e contemplar o nada e o tudo brigando por coisa nenhuma. Só voltar à “Vaca Malhada” depois de muita solidão, pra alimentar o corpo, lá pelos trinta...&lt;br /&gt;Buscar uma capital em que não hajam princesas, bruxas ou qualquer tipo de metafísica, mas flores tão sólidas que tenham seus perfumes mais ásperos e pesados que o próprio ar. Que cordas dos instrumentos sejam tão suaves a ponto de chorar por si próprias, sem dó, sem penar em tons de cinza, semi-tons de Dó, Mi, Sol... Sol com tons claros e quentes. Assim será.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-6215307526096991570?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/6215307526096991570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=6215307526096991570&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6215307526096991570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/6215307526096991570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/08/longe-demais-das-capitais.html' title='Longe demais das capitais'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-2644416619627074680</id><published>2009-08-25T00:24:00.000-03:00</published><updated>2009-08-27T00:25:47.029-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Pessoa</title><content type='html'>Isto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que finjo ou minto&lt;br /&gt;Tudo que escrevo. Não.&lt;br /&gt;Eu simplesmente sinto&lt;br /&gt;Com a imaginação.&lt;br /&gt;Não uso o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que sonho ou passo,&lt;br /&gt;O que me falha ou finda,&lt;br /&gt;É como que um terraço&lt;br /&gt;Sobre outra coisa ainda.&lt;br /&gt;Essa coisa é que é linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso escrevo em meio&lt;br /&gt;Do que não está ao pé,&lt;br /&gt;Livre do meu enleio,&lt;br /&gt;Sério do que não é.&lt;br /&gt;Sentir? Sinta quem lê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-2644416619627074680?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/2644416619627074680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=2644416619627074680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2644416619627074680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/2644416619627074680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/08/isto.html' title='Pessoa'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-7523190237752748088</id><published>2009-08-23T21:33:00.003-03:00</published><updated>2009-08-23T21:38:02.213-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus salve...'/><title type='text'>Deus salve do Bicho Papão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SpHgFf7vkdI/AAAAAAAAAMk/GQuE9pMr0PU/s1600-h/sarney_55be5e20a1514746ac534ad7e1e1ae38.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SpHgFf7vkdI/AAAAAAAAAMk/GQuE9pMr0PU/s320/sarney_55be5e20a1514746ac534ad7e1e1ae38.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373322215505760722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Debaixo dos caracóis,&lt;br /&gt;dos seus bigodes&lt;br /&gt;muita história sem contar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-7523190237752748088?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/7523190237752748088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=7523190237752748088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7523190237752748088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7523190237752748088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/08/deus-salve-do-bicho-papao.html' title='Deus salve do Bicho Papão'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SpHgFf7vkdI/AAAAAAAAAMk/GQuE9pMr0PU/s72-c/sarney_55be5e20a1514746ac534ad7e1e1ae38.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-7109419344813780545</id><published>2009-08-18T00:10:00.009-03:00</published><updated>2011-08-30T23:58:56.260-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carta Literária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Carta Literária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span  &gt;Terra do Nunca, 16 de agosto de 2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: right; line-height: 150%; color: rgb(255, 255, 255); " align="right"&gt;&lt;span  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span  &gt;Bárbara,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); "&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span&gt;Como explico essa carta? Tem idéia? Devo dizer que minhas  leituras pedem, quando disponho de tempo, que eu escreva mais e não  apenas linhas. Estava a “assistir” um DVD do Nando Reis quando abri seu  e-mail, quis logo responder e saiu uma linha. Dizia eu: &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Entendi, o José Carlos  vai vir... agora é minha vez de dizer ‘ai ai’, agora não poderemos nos  ver”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;...  achei pouco que fosse apenas uma linha, muito pouco em uma fase tão  densa e de tanta inspiração para a escrita. Ah, antes que eu me esqueça,  a música que tocava no exato momento era “segundo sol”, estava no  comecinho do DVD, passei a manhã assistindo alguns filmes dos mais  gostosos, gostaria que um dia os visse, mas são muito distantes do que  acho que lhe atrai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "  &gt;O dia está tão escuro, parece que o sol resolveu  copular com o céu e se esconderam atrás das nuvens para que suas  vergonhas não ficassem expostas. Tanto tempo, tanto tempo, tanto... que  Rubem Braga se faz correto, sim, &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“ultimamente  tem passado muitos anos”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Esse é um período muito intenso, de  muita criação e vitalidade. Penso em muitas coisas, e tenho muitos  sonhos, sonhos mesmo! Não daqueles de padaria, mas sonhos! Mesmo os  pesadelos mais inomináveis e inexplicáveis não deixam de ser sonhos.  Mesmo que o tempo não ajude na inspiração tenho conseguido escrever  belas coisas, mesmo essa carta, não escreveria se não tivesse vontade, a  escrita é coisa que corta, que marca... são nossos pensamentos que  tocam o papel [ou nessa era de “modernidade”, tocam o teclado e se  transformam em uns e zeros]. &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“Na minha boca  agora mora teu sexo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;... sigo ouvindo Nando Reis, &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“só é possível te amar”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "  &gt;Achei melhor te escrever logo isso, daqui um  tempo irei me sentir &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“vazio, seco, estéril,  inerme, oco, esgotado e mais toda essa desvitalizada coleção de  adjetivos”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;... Palavras de Fernando Sabino para Clarice Lispector  que agora ouso usar nesta carta. E será da mesma forma, como se tivesse  terminado um capítulo enorme de um livro. Achei que antes que isso  acontecesse, e eu ficasse sem inspiração, devesse lhe escrever essa  carta, não é poema, você sabe... mas é tão íntimo! Será que leu o que te  escrevi? Um poema que escrevi só para você? Tem algum tempo, até  hesitei em “publicá-lo”, mas o fiz, achei que nem que fosse nele, devia  dizer sobre uma coisa que eu queria... e foi me lembrando de Haroldo de  Campos que escrevi &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“... São”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Falei de  tuas virilhas, com o prazer e com a intimidade de quem lhe falava aos  ouvidos, resta a pergunta: ouviu minhas palavras? A barriga apertou?  Tuas pernas tremeram? Bateram tuas plantas dos pés no chão? Quem sabe um  dia não lhe mando este poema do Haroldo de Campos? É gostoso, o meu  preferido do livro &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“Crisantempo”.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  Engraçado, ganhei este livro de presente de aniversário no dia 30 de  novembro de 2002, e meu aniversário foi em setembro, e o mais engraçado  nem é isso, é o ano. Se lembra? Um mês depois nos conhecemos... [risos]  Fico pasmo com minhas lembranças estranhas e de pouco sentido, as  lembranças das associações que faço. Tome nota por favor: Nando Reis  começou a incomodar, não por sua música, que é linda, mas pelo que elas  dizem e que me fazem sentido:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;b style=""&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span&gt;“eu  não caibo mas nas roupas que eu cabia, eu não encho mais a casa de  alegria. Os anos se passaram enquanto eu dormia e quem eu queria bem me  esquecia. Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o  que ninguém dizia? Eu não vou me adaptar...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;Eu  não tenho mais a cara que eu tinha, no espelho essa cara já não é minha,  é que quando eu me toquei achei tão estranho, a minha barba estava  deste tamanho&lt;span&gt; ” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "  &gt;Será que tem como tantas coisas  baterem juntas assim? A música fala até da barba, e eu nem planejei  isso, nossa última conversa eu falava das tuas virilhas, e inspirado  pelo livro do Haroldo eu escrevi um poema só seu... um livro que eu  ganhei um mês antes de te conhecer, e que tem uma poesia chamada &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“Rima Pretrosa &lt;st1:metricconverter productid="2”" st="on"&gt;2”&lt;/st1:metricconverter&gt;,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;que tem uma  palavra que se repete e repete sem fim: “não”... igual ao que você disse  uma vez por evento que mais tive a coragem ao seu lado... E essa carta?  Será que vai apagar como faz com todos meus e-mails? Será que te passa  na cabeça em como eu estou sentando e que caras faço ao escrever?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "  &gt;Bárbara, isso não é um  e-mail... é uma carta, pensa muito nisso. Não escrevo cartas há anos! E  se depois que eu a escrever ela virar fragmentos binários de uma  lixeira, hei de ficar chateado. Eu nunca vou saber se eu te perdi ou se  outra pessoa te ganhou, na dúvida, é melhor eu pensar que resolvi me  doar à outras pessoas. O problema disso tudo, é a gente se transformar &lt;st1:personname productid="em objeto. Eu" st="on"&gt;em  objeto. Eu&lt;/st1:personname&gt; não  quero isso nem para você nem para mim, porque te gosto muito, e você  sabe disso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O tempo nos fez miseráveis, tínhamos muito um para o  outro, e não me dei e não se deu a mim... Acho que vai ter que dar um  jeito nisso Bárbara, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;vai ter que ver e ouvir o  tal DVD pois, eu não posso ficar escrevendo trecho por trecho do que  canta e fala o Nando. All Star... tem coisas que falam nessa música que  eu diria para você... e outras músicas mais: &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“Eu não posso entender essa vida tão injusta, não  vou fingir que já parou de doer mas um dia isso vai acabar, eu não  consigo me convencer que essa vida não foi injusta. Tanta falta me faz  você, queria ver você em casa...”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "  &gt;Foi a última vez nessa carta que coloquei um trecho,  mesmo querendo colocar um outro trecho, o que eu mais queria dizer, o  mais sufocante, o que eu mais queria, que seria como um pergunta e um  pedido eu não vou colocar... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "  &gt;Existe uma forma de escrever cartas? Receitas  a serem seguidas como as de bolo? Se existem eu acho que acabei de  jogar o bolo fora, nem te perguntei aquelas coisas de sempre e que todos  escrevem: “como você está?”. Esquece essa pergunta, não a fiz e nem  farei hoje e aqui... Você pode até não saber, mas, o melhor seria [e eu  sei], que você estaria melhor ao meu lado, e nem precisaria te perguntar  uma coisas dessas... você pode até achar que está bem, e pode até estar  bem, mas, não como estaria aqui ao meu lado, nesses dias de escuridão.  Seria o sol e o céu se escondendo lá em cima e nos aqui em baixo, tanto  faz onde, poderia até ser embaixo das flores da cerejeira, estaria bom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "  &gt;Eu te disse, joguei o bolo fora  e não sei mais como se faz uma carta, tenho dúvidas de como eu deveria  terminar esse bolo torto. Queria te dizer muitas coisas, então eu vou  começar a te dizer para que tome cuidado com a pontuação dessa carta,  para que ela não soe mais estranho do que deve estar soando. Leia  baixinho para que ninguém escute, a carta é para você, para mais  ninguém... leia baixinho e fazendo as devidas pausas das vírgulas, é que  sou apaixonado por elas e pelos três pontos [...], disso sei que você  sabe, só não sei se sabe como eu deveria terminar esta carta. Tem idéia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; color: rgb(51, 51, 51); "  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecmsonormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Beijo,  abraço, adeus?&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="ecmsonormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Não sei,  melhor que eu termine da melhor forma:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecmsonormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "  &gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecmsonormal" style="background-image: none; background-attachment: scroll; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span&gt;______&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Minha estranha forma de fazer Literatura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-7109419344813780545?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/7109419344813780545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=7109419344813780545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7109419344813780545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7109419344813780545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/08/carta-literaria.html' title='Carta Literária'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-8788315641720999089</id><published>2009-08-12T12:38:00.000-03:00</published><updated>2009-08-13T11:27:29.730-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre...'/><title type='text'>Sobre o Cheiro de bebê</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto seu cheiro em mim, e é cheiro de bebê. Sinto tão forte, que queria arrancar com minhas unhas, dormir e acordar sem sentir tal cheiro embrenhado em mim. O cheiro de seus braços, de seu pescoço, de suas roupas, de você... o cheiro de seus cabelos, de suas mãos e talvez de seu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança com vinte e tantos anos, dedos gordos e vergonha escancarada. Mas isso não basta...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-8788315641720999089?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/8788315641720999089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=8788315641720999089&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8788315641720999089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8788315641720999089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/08/sobre-o-cheiro-de-bebe.html' title='Sobre o Cheiro de bebê'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-8958037708674226219</id><published>2009-08-06T11:21:00.011-03:00</published><updated>2009-09-05T22:45:37.775-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>O sancta simplicitas!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falta ou excesso de inspiração, é isso! O caso é que esse conflito de idéias (ou falta de idéias), não tem permitido a escrita. Longe de tudo, não vejo no cais as pessoas acenarem com seus lenços.&lt;br /&gt;O mesmo diferente de sempre, protegido por uma parede que impede aproximações de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;olhos vindos de outros oceanos&lt;/span&gt;, do castanho mar do desejo... Sem o agressivo tato para preliminares. Seria um tanto quanto ruim se esquecer como é fazer isso? Seria ruim não saber mais todos aqueles cortejos fúnebres de outrora? Pois assim tem sido, e não há explicações, nenhuma! Nem aquela, nem esta, nem...&lt;br /&gt;Sem haver escrito, talvez por não ter sonhado. Ou será que não ter sonhado deriva-se do fato de não ter escrito? Ou ainda, estaria vivendo um constante sonhar ainda a trazer versos entre os dentes cerrados e citar a liberdade no auge de um latim não seu? É pavoroso pensar dessa forma, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;curiosidade e pavor se cansam&lt;/span&gt;, o mundo é um tanto quanto estranho, não há como explicar inspiração, escrita e a falta de acenos no cais, talvez no cais só existam palhaços, e já é sabido,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; a vida humana é sinistra e sempre desprovida de sentido; basta um palhaço para lhe ser fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche in Humano, demasiado humano &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;et&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Assim Falou Zaratustra&lt;br /&gt;Melosidade in Skank&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-8958037708674226219?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/8958037708674226219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=8958037708674226219&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8958037708674226219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8958037708674226219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/08/o-sancta-simplicitas.html' title='O sancta simplicitas!'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-8280494362546233951</id><published>2009-08-05T08:15:00.000-03:00</published><updated>2009-08-06T02:07:38.457-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rimas ou não...'/><title type='text'>Passar</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;A gente está muito distante,&lt;br /&gt;mais do que eu queria,&lt;br /&gt;te gosto é simples...&lt;br /&gt;não sei se é suficiente,&lt;br /&gt;mas te gosto.&lt;br /&gt;Assim como o dia deve gostar da noite,&lt;br /&gt;o calor deve gostar do frio...&lt;br /&gt;te gosto pelo zelo que me tenho,&lt;br /&gt;te gosto pelo zelo que pode me ter.&lt;br /&gt;gosto...&lt;br /&gt;tão simples que não sei explicar,&lt;br /&gt;nem quero...&lt;br /&gt;se gostar fosse ruim, gostaria de outra pessoa,&lt;br /&gt;como pode ser ruim gostar de alguém,&lt;br /&gt;assim como você?&lt;br /&gt;Basta?&lt;br /&gt;É suficiente?&lt;br /&gt;Eu sei que não, nunca foi...&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-8280494362546233951?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/8280494362546233951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=8280494362546233951&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8280494362546233951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/8280494362546233951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/08/passar.html' title='Passar'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-1782952007772705407</id><published>2009-07-24T00:15:00.003-03:00</published><updated>2009-07-25T00:24:43.001-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Tentar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tente entender. Ou entenda ou esqueça, ou esqueça... esquecer é sempre um recomeço, quase um lugar de onde tudo começa de novo e de novo, cem vezes se for preciso, mil vezes se for preciso, mais que isso se for preciso. Tentar, tentar nunca passa da segunda vez, nunca é recomeçar, é sempre guardar tudo e tudo e mais um pouco, na alma, no peito, para poder lembrar sempre e sempre que se está tentando e tentando, sem coragem para ousar vôos maiores, mesmo sem asas e porquês, pois recomeçar é assim, não exige explicações; e tentar, tentar exige entender e explicar e ser racional e isso e aquilo. E não é desejado tentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-1782952007772705407?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/1782952007772705407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=1782952007772705407&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1782952007772705407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/1782952007772705407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/07/tentar.html' title='Tentar'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-203561979367922677</id><published>2009-07-20T22:08:00.007-03:00</published><updated>2009-07-21T21:56:06.064-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apenas pretensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Um sonho qualquer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que dias há que n'alma me tem posto um não sei que, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porque*&lt;/span&gt;, pois a alma é devassa e devora com seus dentes o que o pensamento tenta esconder e, não há o que se esconda dos sonhos, que apresentam pueris figuras de sorriso exposto e seios guardados, de boca pequena e mãos dadas... e desejo que se faz saber nas ruas, ruelas e avenidas que ligam o conhecimento ao leito de descanso, abismos que separam a mão da face não afagada, festejam apenas as meninas dos olhos de quem não pode nada mais querer.&lt;br /&gt;Tempo, espaço e causalidade. Cor, som e fúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;_____________&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Luis Vaz de Camões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-203561979367922677?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/203561979367922677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=203561979367922677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/203561979367922677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/203561979367922677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/07/um-sonho-qualquer.html' title='Um sonho qualquer'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-7162110528861036507</id><published>2009-07-12T18:56:00.003-03:00</published><updated>2009-07-14T11:31:22.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Densidade'/><title type='text'>Galear</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guardo em guardanapos os poemas e pequenos romances escritos, guardo para um dia não saber o que fazer. Sonho meu acordar dormindo... desta forma, confuso, pois é assim que acontece. Em meus sonhos as pessoas do passado renascem, livros amarelos surgem nas estantes com os preços mais impensados, e eu, eu surjo em meu caminhão. Mas sonhos são assim, sem sentido algum. Se tivessem sentido também não saberia dizer o que sentir. Saudações às saudades. Saudações às linhas confusas que saem de algum lugar. Todas as cacofonias são friamente calculadas.&lt;br /&gt;Com o tempo livre, meu astral aparece em galerias e exposições de arte. Minhas mãos sempre seguram alguma taça com vinho, ou copo de plástico com cachaça envelhecida.  Sentidos sem nexo em anexo.&lt;br /&gt;O dia a dia é pior que os “Çonhos” [não é erro, não é por acaso]. Esculturas, gravuras, pinturas, fotografias e filmes... Vejo estrelas cadentes no brilho de lâmpadas e tão pouco consigo explicar os nebulosos nós que me fazem ver na madeira galáxias e órbitas. Aquarelas com cartões e costuras e as voltas ao mundo que podem ser dadas. Dadas, dados, de graça...&lt;br /&gt;Vi o tempo passando em frente meus olhos e as horas me sorriram, mas isso é outra história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-7162110528861036507?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/7162110528861036507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=7162110528861036507&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7162110528861036507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/7162110528861036507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/07/galear.html' title='Galear'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15204838.post-9034905449014756149</id><published>2009-07-11T18:18:00.000-03:00</published><updated>2009-07-12T19:02:57.910-03:00</updated><title type='text'>Apus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem dias que a gente se inspira e se põe a dizer frases curtas e catastróficas, tão catastróficas e profundas que nem fogo apaga do papel e nem chuva desmancharia na areia.&lt;br /&gt;Quem se põe a “ouvir” conseguiria tirar da mente?&lt;br /&gt;Isso já não sei dizer, hoje estou criando, não li nem ouvi nada além do vento sussurrando e “Voyage voyage” no rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15204838-9034905449014756149?l=aponia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aponia.blogspot.com/feeds/9034905449014756149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15204838&amp;postID=9034905449014756149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/9034905449014756149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15204838/posts/default/9034905449014756149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aponia.blogspot.com/2009/07/apus.html' title='Apus'/><author><name>David Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04350131682670087984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/__hghSX7PTgk/SuPWtxiYwOI/AAAAAAAAAM0/JzUBmfoNVVU/S220/Imagem+099.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
