Que dias há que n'alma me tem posto um não sei que, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porque*, pois a alma é devassa e devora com seus dentes o que o pensamento tenta esconder e, não há o que se esconda dos sonhos, que apresentam pueris figuras de sorriso exposto e seios guardados, de boca pequena e mãos dadas... e desejo que se faz saber nas ruas, ruelas e avenidas que ligam o conhecimento ao leito de descanso, abismos que separam a mão da face não afagada, festejam apenas as meninas dos olhos de quem não pode nada mais querer.
Tempo, espaço e causalidade. Cor, som e fúria.
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*Luis Vaz de Camões
Tempo, espaço e causalidade. Cor, som e fúria.
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*Luis Vaz de Camões


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