quarta-feira, 10 de junho de 2009

Escrita

O que você gostaria de ler? Sim, essa é uma pergunta que estou lhe fazendo. Leitura demanda prazer! Escrever demanda prazer, íntimo, próprio... prazer que vai até aos calos das pontas dos dedos.
Mesmo com rascunhos que poderiam ser publicados, só o que quero é escrever do nada. Se eu fosse um pouco [muito] talentoso, diria que gostaria de “transar” como transa Adélia: Aquela transa inocente, morta-viva das maldades. Não quero transar a escrita sem prazer:
- Ei, você que está aí, sem fazer nada, quer transar?
- Bom, eu? Ah! Pode ser, não estou fazendo nada mesmo.
E assim segue o ritmo desenfreado de quem não se propicia o prazer pleno da escrita desinteressada.
-Ah, e você? Quando vai escrever? Quando?
- Quando quiser, oh infinita droga! A gente escreve quando quer...
Assim bem disse Caio:
você quer mesmo escrever? Isolando as cobranças, você continua querendo? Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, “apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo”. Isso é escrever.

No fim, algo real vai acontecer, um sentimento de glória interior vai te tomar...
Saudações Adeliopradianas...

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