Não é ser poema as "tortas linhas"
que só expõe condutas,
mas a vida, o forte e o fraco
nada mais são que
correspondências entre modelos e pinturas.
Todos os modelos caem em ruínas,
todas as verdades são precárias.
O moderno acabou se mostrando
o mais antigo dos antigos.
"E a vida? E a vida o que é, diga lá meu irmão?"
Olha que droga o vinho entornado
na morte e no sexo...
Sexo é perda de limites,
a morte é perda de limites,
e as tortas linhas, renascem nos borrões da caneta.
O desejo não nasce com certidão de nascimento.
Não vamos foder a ordem,
não vamos montar a vida...
não vamos institucionalizar o sexo,
os orgasmos múltiplos e inconsequentes.
domingo, 10 de maio de 2009
Um novo poema
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