sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sobre o delineador de olhos

Trouxe em minha camisa social, a melhor maneira de construir castelos e reinados, onde "minhas vontades" se coroaram com coroas, cetros e tronos. Desenho sorrisos juvenis, faces, queixos, olhos... olhares. Desenho ponte-nova-ponte, o contorno de uma princesa "de olhos negros e íris cor de mel", ou de unhas vermelhas, ou talvez nem fosse princesa, fosse tigresa de pele de ouro marron... Caetano sabe lá, deve ter passado por isso.
Sei delinear contornos, com teus olhos, com lápis preso em sua cintura... "podemos sorrir, nada mais nos impede, não dá pra fugir dessa [nossa] coisa de pele"... Eu sei que ouvir músicas, nessa hora, não ajuda muito [quase nada], mas o silêncio constrange, e não sei usar o lápis para desenhar tuas mãos para tapar meus ouvidos.
Desenho um arco-íris em tons de cinza e preto e branco, desenho o vento correndo em: corredores e pátios e gramados e auditórios, até encontrar meu olfato sedento de sua imagem.
Conto contos de cantos mundo afora, desenho notas "cazuzais", minhas, suas, nossas... cazuzais:
Quando a gente conversa contando casos, besteiras, tanta coisa em comum, deixando escapar segredos, e eu não sei que hora dizer e tenho medo...
E o que eu preciso dizer é: hoje não solidão, vou retocar teu rosto, banhado por águas de Abril, olhando no fundo das meninas de teus olhos, e seguir delineando a imagem nos teus olhos, dos meus olhos, de você.

2 comentários:

*Pri disse...

Também quero delinear o rosto da vida!

janaina de almeida disse...

Meu delineador secou...tenho que providenciar outro.