Não se trata de uma genial dieta para perda de peso, tudo o que há de ressaltar aqui é de que temos um tempo para cada coisa em determinados momentos e não queremos ou conseguimos pensar com clareza, com a criação livre e voadora. Podemos ficar tempos sem conseguir escrever aquilo que bem queríamos, desenvolver os projetos de gaveta, dos .doc’s ou pensar naquele projeto de mestrado. Tudo isso deve ser (assim espero) normal.
O que a gente pode fazer é guardar alguns textos para esses momentos de falta de inspiração, em suma: gordura a ser queimada. Eu tinha algumas gordurinhas, devo admitir, mas não acho interessante guarda-las para serem queimadas nesse momento de fuga das linhas. Tem certos escritos nascidos de determinadas circunstâncias, em momentos distintos com escritas em que a inspiração do momento não pode ser usada em um momento de sintonia diferente. Talvez esteja errado, mas a necessidade de haver uma escrita esbaldada apenas para se mostrar aparenta ser pobre, a escrita passa certa mensagem, então não vale escrever por escrever, para juntar gordura.
Com o tempo descobrimos novas inspirações para o dia a dia: pessoas, situações e lugares. Até mesmo as lonas de circo se tornam fonte de inspiração, uma coisa puxa a outra: estrelas de cabeça para baixo, músicas do Gilberto Gil, o papel branco. Tudo isso sob a ótica de óculos, na transparência de lentes que escondem olhos, que escondem olhares, que distraem sorrisos... coisas do dia a dia, que enriquecem a mão e de forma alguma pode se tornar uma simples gordura. Desde quando pegar a mão e conhecer alguém pode virar gordura? De forma alguma, e é por isso escrevo, não quero ver meus curtos momentos de inspiração se tornando gordura a ser queimada.


3 comentários:
diga não às gorduras
vida saudável e pensante
=*
Sheila, a vida saudável, pensante e publicável...
David, vira emexe queimo as gorduras, principalmente lá no blog.Certas goruras de volta, nunca mais.
Beijos.
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