Com o tempo livre, meu astral aparece em galerias e exposições de arte. Minhas mãos sempre seguram alguma taça com vinho, ou copo de plástico com cachaça envelhecida. Sentidos sem nexo em anexo.
O dia a dia é pior que os “Çonhos” [não é erro, não é por acaso]. Esculturas, gravuras, pinturas, fotografias e filmes... Vejo estrelas cadentes no brilho de lâmpadas e tão pouco consigo explicar os nebulosos nós que me fazem ver na madeira galáxias e órbitas. Aquarelas com cartões e costuras e as voltas ao mundo que podem ser dadas. Dadas, dados, de graça...
Vi o tempo passando em frente meus olhos e as horas me sorriram, mas isso é outra história.

